Homem que matou pintor com tiros no peito vai responder crime em liberdade
Ministério Público de Goiás (MPGO) acatou pedido do delegado e denunciou o acusado, mas o juiz não decretou a prisão

João Batista do Amaral Cunha, 49 anos, denunciado por matar o pintor Gustavo Henrique de Oliveira, 23 anos, durante um chá de fraldas em Aparecida de Goiânia, no último dia 16 de julho, se tornou réu por homicídio qualificado, porém responderá pelo crime em liberdade.
Rogério Bicalho, delegado responsável pelas investigações, informou que o inquérito policial foi concluído e que pediu a prisão preventiva de João Batista. O Ministério Público de Goiás (MPGO), por sua vez, foi favorável ao pedido e denunciou o investigado, mas o juiz, ao receber a denúncia, não decretou a prisão.
O homem se apresentou à Polícia Civil (PC) três dias após o crime, quando foi ouvido pelo delegado Rogério Bicalho. Na ocasião, ele relatou que atirou em Gustavo para defender o irmão, que estava brigando com o pintor.
Esta é segunda vez que João Batista se torna réu por homicídio. A primeira ocorreu em 2015, em Santa Terezinha, no norte goiano.
Danielli Pimenta, esposa da vítima, declarou se sentir arrasada com a decisão. O casal tem um filho de apenas 2 meses.
Ela conta que a briga teve início quando João Batista tentou empurrá-la junto com o bebê na piscina e Gustavo não aceitou. O assassino do pintor é esposo da tia dela e dono da casa onde o chá de fraldas era realizado.
Gustavo Henrique foi atingido por dois tiros no peito. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a ir ao local para prestar socorro, mas o rapaz já estava morto.

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