Homem mata enfermeira com seis tiros à queima-roupa e tira a própria vida; veja vídeo
Roselene Barbosa do Espírito Santo, 38 anos, trabalhava no Hospital de Rio Verde e foi vítima de feminicídio no sábado (29)

Técinica de enfermagem do Hospital de Rio Verde, Roselene Barbosa do Espírito Santo, 38 anos, foi morta a t!r0s pelo próprio marido quatro dias depois de solicitar uma medida protetiva contra ele. Edson Ramos não aceitava o fim do relacionamento e cumpriu exatamente a ameaça que tinha feito, m@t0u a vítima com seis t1r0s na rua, fugiu e depois tirou a pr0pr1@ v1d@.
De acordo com imagens de câmeras de segurança, Roselene estava distraída, usando o celular próximo a uma distribuidora de bebidas quando Edson Ramos, com quem foi casada por 15 anos, chegou em um carro branco.
Ele desce do veículo, se abaixa atrás do capô e espera alguns segundos. Em seguida, se levanta com a 4rm4 na cintura, caminha em direção a Roselene e dispara seis vezes à queima-roupa. A vítima cai imediatamente.
O agress0r retorna calmamente para o carro e foge. Após o cr!me, Edson fugiu para a zona rural da cidade. Horas depois, ele foi encontrado s3m v1d2, tendo cometido su!c!d!0 com a mesma 4rm4 usada contra Roselene.
Segundo relatos, as ameaças começaram logo após ela pedir a separação. Antes de morrer, Roselene contou a familiares e colegas de trabalho que já havia sido agredida em outras ocasiões ao longo do relacionamento. O pedido de medida protetiva foi a tentativa final de romper o ciclo de v!0lênc!a.
“Ele disse o que iria fazer… e fez”, lamentou uma amiga.
PROFISSIONAL QUERIDA NA SAÚDE
Roselene era técnica de enfermagem no Hospital Municipal de Rio Verde, onde trabalhava há pouco mais de um ano. Colegas afirmaram que ela era “extremamente dedicada” e que amava cuidar dos pacientes.
O casal teve um filho de 13 anos, que agora está sob acompanhamento psicológico e apoio familiar.
O caso teve grande repercussão em Rio Verde e reacendeu o debate sobre o intervalo entre o pedido de medida protetiva e sua aplicação efetiva.
Especialistas apontam que a lentidão do sistema coloca as vítimas em risco:
“As medidas protetivas chegam como um alento, mas quando a resposta demora, o medo aumenta. Muitas mulheres se sentem ainda mais vulneráveis”, comenta uma defensora pública da cidade.
A Polícia Civil segue investigando o caso e deve analisar eventuais falhas no acompanhamento das denúncias feitas por Roselene. O Ministério Público já solicitou informações detalhadas sobre o processo de solicitação da medida protetiva.

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