Homem finge ser representante da Caixa e aplica golpes que somam mais de R$ 1 milhão
Durante as diligências, a polícia constatou que Gabriel já havia praticado outros golpes com o mesmo modus operandi.

A Polícia Civil de Goiás, por meio da 7ª Delegacia Distrital de Polícia de Aparecida de Goiânia, com o apoio da Polícia Civil de São Paulo, prendeu preventivamente Gabriel Henrique Louredo nesta quinta-feira (17). Ele é investigado por aplicar diversos golpes em Goiás que, até o momento, já causaram prejuízos superiores a R$ 1 milhão às vítimas.
A investigação teve início em março deste ano, quando uma vítima procurou a delegacia relatando ter perdido cerca de R$ 500 mil em uma negociação fraudulenta. Segundo o depoimento, Gabriel se apresentava como correspondente bancário da Caixa Econômica Federal e oferecia facilidades para a contratação de empréstimos. Para dar início ao suposto serviço, a vítima precisou pagar antecipadamente quase meio milhão de reais — valor que foi repassado ao investigado.
Para tornar a operação aparentemente legítima, Gabriel chegou a enviar um comprovante de pagamento de uma guia do Simples Nacional, em nome de uma empresa registrada com seu próprio CNPJ. No entanto, com o atraso no depósito prometido, a vítima passou a desconfiar e descobriu que o documento era falso, assim como o crédito prometido pela Caixa, que nunca existiu.
Durante as diligências, a polícia constatou que Gabriel já havia praticado outros golpes com o mesmo modus operandi. Um mandado de intimação chegou a ser expedido, mas o investigado alegou estar internado em uma clínica de reabilitação em Sorocaba (SP). As investigações, no entanto, revelaram que ele não estava internado, mas apenas em tratamento psicológico. Tanto ele quanto a clínica omitiram sua localização, o que foi interpretado como tentativa de se esconder das autoridades.
Com base nos elementos colhidos e no risco de continuidade dos crimes, a Polícia Civil de Goiás solicitou sua prisão preventiva, que foi cumprida pela PCSP. Gabriel Henrique vai responder por estelionato. Diante da possibilidade de haver mais vítimas, a imagem do investigado foi divulgada para eventual reconhecimento, conforme autorização legal prevista na Lei 13.869/19 e na Portaria 547/2021-DGPC.

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