"Grupo Spazi" é acusada de causar prejuízo de 4 milhões a mais de 40 clientes e se torna alvo de operação
A ação policial originou de investigação acerca de uma organização criminosa especializada em franquias de móveis planejados, com matriz em Rio Verde, porém com expansão em sete estados brasileiros.

A Polícia Civil de Goiás, por meio do Grupo de Repressão a Crimes Patrimoniais (Gepatri) de Rio Verde (231 km da Capital), deflagrou nesta quinta-feira (11) a "Operação Grupo Spazi", para dar cumprimento 47 mandados de busca e apreensão em 25 cidades espalhadas em oito estados brasileiros. A ação policial originou de investigação acerca de uma organização criminosa especializada em franquias de móveis planejados, com matriz no município, porém com expansão para vários municípios em sete estados brasileiros.
Em Goiás, os mandados foram cumpridos em Rio Verde, Goiatuba, Formosa, Posse, Mineiros, Palmeiras de Goiás, Goiânia e Goianira.
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Os indícios investigativos apontam para várias modalidades de golpes, desde não entregar ou entregar parcialmente mobiliários de qualidade inferior ao contratado, quanto de forma mais prejudicial, com a realização de financiamentos bancários fraudulentos sem a anuência das vítimas.
Em outra modalidade criminosa, segundo pontuado no inquérito policial, o grupo criminoso expandiu franquias para todo o país, restando aos franqueados, via de regra, prejuízos em cadeia, em virtude da negociação sem amparo comercial após pagamentos de taxas de franquia, além das vendas frustradas aos consumidores finais que não receberam os mobiliários.
A investigação prossegue com os interrogatórios dos diretores, gerentes e funcionários integrantes da organização criminosa, além das declarações de franqueados vítimas por todo o país.
O prejuízo econômico provocado pelo grupo em desfavor de mais de 40 vítimas, somente em levantamento preliminar, ultrapassa R$ 4 milhões de reais.
O nome do grupo empresarial foi divulgado com fulcro no despacho da autoridade policial que preside o inquérito, em consonância com a Lei nº 13.869/2019 e Portaria nº 547/2021– PC, visando informar a comunidade, identificar eventuais outros envolvidos e, principalmente, vítimas que possam trazer mais elementos de prova.

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