Grupo criminoso "engana" goianos e aplica golpe de R$ 10 milhões; seis são presos
Esta é a segunda fase da operação, com mandados sendo cumpridos pelos policiais goianos na cidade de São Paulo. A primeira fase da operação ocorreu no início de dezembro de 2023.

Polícia Civil de Goiás cumpriu, nesta quinta-feira (9), diversos mandados contra um grupo suspeito de aplicar golpes de falso leilão. Segundo o delegado Luiz Carlos Cruz, o grupo é responsável por mais de 50 crimes contra vítimas em Goiás.
Esta é a segunda fase da operação, com mandados sendo cumpridos pelos policiais goianos na cidade de São Paulo. Até às 10h desta quinta-feira, seis pessoas já haviam sido presas. A operação incluiu:
- 7 mandados de prisão preventiva;
- 11 mandados de busca e apreensão;
- 119 sequestros de valores em contas bancárias.
A Polícia Civil detalhou que o grupo é suspeito de praticar crimes de falso leilão, imitando sites de empresas já consolidadas e causando prejuízos entre R$ 8 e 10 milhões às vítimas em Goiás.
A primeira fase da operação ocorreu no início de dezembro de 2023. Naquela ocasião, quatro pessoas foram presas e cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos após um trabalho de identificação realizado pela Polícia Civil. Até aquele momento, pelo menos 30 pessoas em Goiás haviam sido vítimas dos golpes.
Os criminosos, muitas vezes, criam sites falsos de leilão de veículos, clonando sites de leiloeiras verdadeiras ou utilizando como referência sites de órgãos públicos (Detran, Tribunais de Justiça, Receita Federal, etc.). Esses sites falsos reproduzem as mesmas funcionalidades dos sites verdadeiros, com informações de “lotes” (veículos a serem arrematados) e “leilões” ocorrendo em tempo real com possibilidade de realização de lances.
As possíveis vítimas são atraídas a esses sites falsos devido à oferta de veículos abaixo do preço de mercado. Após se cadastrarem nos sites de leilão falso, fornecendo seus dados completos, as vítimas participam do “leilão” de algum veículo e, geralmente, saem vencedoras. A partir de então, os suspeitos iniciam um diálogo com elas, com o objetivo de fazer com que transfiram o valor correspondente ao “lote arrematado”.
A vítima recebe o “termo de arremate” (documento falso) e dados do “lote” (veículo arrematado), acreditando que de fato participou de um leilão verdadeiro, e efetua o pagamento do valor do “lote arrematado” mediante transferência PIX ou TED para a conta de um beneficiário do golpe, que pode ser uma pessoa física ou jurídica.
A Polícia Civil continua trabalhando para desmantelar completamente este esquema e trazer justiça às vítimas deste golpe cibernético.

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