Grávida reclama de "toque diferente" em consulta e marido agride ginecologista em Cais de Goiânia; veja vídeo
Ocorrência foi registrada no CAIS do Setor Novo Horizonte, em Goiânia, na manhã desta quinta-feira (29)

Marido de uma paciente grávida do Centro de Atenção Integral à Saúde (CAIS) do Setor Novo Horizonte, em Goiânia, foi com a esposa registrar boletim de ocorrência contra um médico ginecologista de 73 anos, sob acusação de “abuso”, e depois invadiu a unidade de saúde, a sala do doutor, agrediu com um soco e fez acusações na manhã desta quinta-feira (29).
Segundo o médico, a paciente está no 8º mês de gestação e chegou ao consultório reclamando de dores e sentindo contrações. Então, para examinar, o médico teria procedido com exame de “toque” para verificar a possibilidade de um parto prematuro. No entanto, a paciente teria estranhado o “toque” durante o exame e, depois de deixar o consultório, reclamado da situação com o marido.
"É função do médico prevenir. Porque se tivesse a suspeita de um parto prematuro, ela teria que ir para a maternidade", disse o médico.
Diante da “denúncia”, o casal teria registrado a ocorrência, denunciado o médico por “abuso” e, em seguida, o casal seguiu para o Cais, invadiram o consultório, onde o homem entra perguntando o nome do médico e, após a confirmação, agride o médico com um violento soco no rosto.
O homem faz acusações, xinga de “velho s4f4d0”, “abus4d0r” e segue na briga até ser contido. O médico “parece” não entender a situação e apenas questiona o tempo todo: “o quie eu fiz?”.
Após a agressão, Guarda Civil Metropolitana (GCM) foi acionada, fez a prisão do agressor e encaminhou à Central de Flagrantes, onde prestou depoimento e foi colocado à disposição da Justiça.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia informou que o médico trabalha no local desde 2014 e nunca houve nenhum ato que o desabone. Ainda afirmou que vai apurar o suposto caso de abuso.
Já o Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) informou que não tem conhecimento da acusação e que repudia veementemente qualquer ato de violência contra médicos e contra qualquer cidadão.
Caso segue em investigação.

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