Gravações revelam como grupo liderado por advogada e PM tortura as vítimas; veja
Os líderes da quadrilha, presos no ano passado, são o casal formado pelo sargento Miguel Roberto Mendonça e a advogada Tatiane Meireles.

Novas prisões realizadas na última semana trouxeram à tona a brutalidade de uma organização criminosa, autointitulada "Firma", que atuava sob o comando de uma advogada e um policial militar no estado de Goiás, sobretudo na região do Entorno do Distrito Federal. A estrutura do grupo, voltada para a prática de tortura e extorsões violentas, foi alvo da Operação Mão de Ferro.
Dois integrantes da quadrilha, que estavam foragidos, foram localizados e detidos em Luziânia. Eles tinham a função de realizar o recolhimento físico dos valores extorquidos e repassar o montante ao líder do esquema, identificado pelo codinome “Pablo”. Estima-se que a atividade ilícita gerava uma movimentação financeira entre R$ 50 mil e R$ 90 mil semanalmente.
Os líderes da quadrilha, presos no ano passado, são o casal formado pelo sargento Miguel Roberto Mendonça e a advogada Tatiane Meireles. Após as primeiras fases da operação, Tatiana foi afastada da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-GO).
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Imagens de violência extrema
A investigação teve acesso a vídeos que registram a atuação do bando. Em um dos registros, uma das vítimas aparece sob mira de arma de fogo, sendo obrigada a se ajoelhar enquanto suplica pela vida, mencionando ser pai de família. Outras gravações revelam sessões de espancamento utilizadas como método de coação para garantir o pagamento das dívidas cobradas ilegalmente.
Até o momento, o balanço da operação aponta para nove prisões efetuadas; bloqueio de milhões de reais em contas bancárias ligadas aos investigados e identificação de uma estrutura hierárquica que envolvia agentes de segurança e profissionais do direito.
Os detidos responderão por crimes que incluem organização criminosa, extorsão mediante tortura e lavagem de dinheiro. A polícia segue analisando os materiais apreendidos para identificar outros possíveis beneficiários do esquema.

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