Gerente de fazenda teria atirado antes de humilhar caminhoneiro em vídeo
Investigações apontam que Fernando Rosbach portava uma pistola e atirou na lavoura para assustar e intimidar o motorista instantes antes de filmar a humilhação e insultos aos goianos

Gerente da fazenda Bianco, Fernando Rosbach, que flagrou um caminhoneiro “catando” espigas de milho da plantação, que pertence à propriedade, à margem do km 14 da rodovia GO-346, em Cabeceiras (339 km de Goiânia), e humilhou o motorista, estaria armado e teria atirado na lavoura instantes antes de abordar o profissional para intimidar o homem.
O fato gerou grande repercussão e revolta social tanto pela humilhação que o gerente submeteu o caminhoneiro, por causa de algumas espigas de milho, quando pela fala do administrador de que “essa goianada roubando milho, não tem vergonha na cara, não tem caráter. Aqui em Goiás, essa goianada tem o costume de pegar as coisas dos outros”.
As investigações, após análise do vídeo e de outras evidências, constataram que o homem, ao abordar o motorista, portava, possivelmente, uma arma de fogo tipo pistola e, momentos antes da abordagem, disparou com a arma para intimidar o trabalhador.
Delegado Tiago Cézar, responsável pelas investigações, relatou que Fernando foi ouvido na delegacia na quinta-feira (12), o motorista alguns dias depois. Ressaltou ainda que esse caso, além de toda repercussão, deixou de ser uma simples repreensão do gerente da fazenda contra alguém que estava catando milho à beira da lavoura e passou a ser enquadrado em “crime de racismo” cometido contra a população goiana.
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Após a circulação maciça das imagens e devido à revolta social Fernando, sua família e até mesmo o proprietário da fazenda, que não teve nada a ver com a conduta do gerente, têm sofrido ameaças tanto nas redes sociais, quando no mundo real.
Já foram registrados alguns atentados na frente da fazenda. A Placa da entrada foi cravejada de balas e dezenas de capsulas foram apreendidas na propriedade durante trabalho de perícia.
Tiago acrescentou que a atitude de Fernando pode ser enquadrada como crime, mas os ataques e ameaças contra o acusado e ao proprietário da fazenda também são crimes, apesar de entender a revolta social pelas ofensas à população goiana, que até ele mesmo (delegado) sentiu pelo fato de ser do estado.
Caso segue em investigação

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