Gaeco prende PM influenciador e acha arsenal durante operação
O influenciador, que ostenta mais de 260 mil seguidores em seus perfis, é alvo de uma investigação pesada que apura crimes como tortura, fraude processual, lesão corporal e falsidade ideológica.

A Polícia Militar do Paraná viveu um dia de choque com a prisão do soldado Marcionilio Sancho Cambuhy Junior, de 44 anos, amplamente conhecido nas redes sociais como "Sancho Loko". A prisão ocorreu na manhã dessa quarta-feira (8), em Curitiba, durante uma ofensiva do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
O influenciador, que ostenta mais de 260 mil seguidores em seus perfis, é alvo de uma investigação pesada que apura crimes como tortura, fraude processual, lesão corporal e falsidade ideológica.
Arsenal e dinheiro apreendidos
A operação não se limitou à prisão. Na casa de Sancho, os agentes do Gaeco encontraram um cenário comprometedor: munições irregulares, duas granadas, armas falsas (simulacros) e uma quantia não especificada de dinheiro em espécie. Além da casa do soldado, unidades da PM onde os investigados trabalhavam foram alvo de buscas. Ao todo, quatro mandados foram cumpridos, resultando na apreensão de celulares e documentos que devem balizar os próximos passos do Ministério Público.
Da fama digital ao banco dos réus
A exposição de Sancho Loko na internet, onde compartilhava vídeos de operações e rotina policial com tom vibrante, foi um dos fios condutores que atraiu a atenção das autoridades. O Gaeco investiga se a conduta apresentada nos vídeos e no dia a dia da farda condiz com os protocolos legais ou se servia de camuflagem para as práticas criminosas citadas.
A defesa se manifesta
Em nota, o advogado Claudio Dalledone, responsável pela defesa do soldado, negou as irregularidades e afirmou que o cliente é um "policial ordeiro".
"O soldado Sancho vai provar a inocência, mostrando a origem de cada equipamento e munição que foi encontrado. O momento agora é de averiguação. Haverá uma audiência de custódia e, com absoluta certeza, a juíza ordenará que ele seja colocado em liberdade", declarou o jurista.
O caso segue sob segredo de justiça em relação a detalhes específicos das vítimas de tortura, enquanto o comando da Polícia Militar deve abrir um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) para avaliar a permanência do soldado na corporação.

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