Funcionário da Caixa dá golpe de R$ 11 milhões em clientes e estaria ligado a sites de apostas
Polícia Federal (PF) de Goiás e do DF deflagram operação que começou após uma apuração interna da própria Caixa Econômica, que identificou movimentações atípicas e suspeitas

A Polícia Federal (PF) de Goiás e do DF deflagram operação para investigar um sofisticado esquema de fraudes que teria causado um prejuízo estimado em R$ 11 milhões a clientes da Caixa Econômica Federal. As investigações apontam para a participação de um funcionário da própria instituição financeira, suspeito de ser o mentor das operações ilícitas.
Há fortes indícios de que os valores desviados tenham sido direcionados para sites de apostas online.
As investigações tiveram início após uma apuração interna da própria Caixa Econômica Federal. A instituição financeira, ao identificar movimentações financeiras atípicas e suspeitas em contas de alguns correntistas, acionou as autoridades policiais, demonstrando seu compromisso com a integridade e a segurança de seus clientes e operações.
O modus operandi da fraude, segundo as apurações iniciais, envolvia a realização de transferências via Pix a partir de contas de clientes da Caixa sem a devida autorização ou conhecimento dos titulares. O funcionário, utilizando-se de seu acesso privilegiado aos sistemas e dados dos correntistas, efetuava as movimentações fraudulentas.
Após a subtração dos valores das contas das vítimas, o dinheiro era rapidamente repassado para contas de terceiros, popularmente conhecidos como "laranjas". Essas pessoas, possivelmente cooptadas pelo esquema, recebiam os valores desviados, dificultando o rastreamento direto do dinheiro até o principal suspeito.
Acredita-se que, a partir das contas dos "laranjas", os recursos eram então movimentados, parte deles supostamente destinados a plataformas de apostas.
Diante da gravidade dos fatos e do vultoso prejuízo financeiro, a 15ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal determinou o sequestro de bens dos investigados até o limite de R$ 11 milhões, valor equivalente ao montante supostamente desviado. A medida visa garantir a reparação dos danos e impedir a dissipação do patrimônio adquirido ilicitamente.
No curso da operação, a Polícia Federal também cumpriu mandados de busca e apreensão em locais ligados aos investigados, buscando coletar provas materiais que corroborem as suspeitas e ajudem a desvendar a extensão total do esquema.
A Polícia Federal informou que a investigação continua em andamento. O foco agora é identificar a participação de outros possíveis envolvidos no esquema, que podem incluir outros funcionários da Caixa, os "laranjas" utilizados para receber os valores, e quaisquer outras pessoas ou entidades que tenham colaborado para a execução da fraude. As autoridades também apuram a possível ligação do servidor da Caixa e dos demais investigados com redes criminosas mais amplas, considerando a complexidade e o volume dos desvios.

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