Funcionária de um Hospital no Jardim América, nome não divulgado, denunciou ter sido trancada em uma sala da unidade e estuprada por um "colega de trabalho", em Goiânia. Polícia Civil investiga o caso de violência sexual.
De acordo com informações repassadas à Polícia Militar, a mulher contou que foi chamada pelo acusado até a sala dele para tratar de assuntos de trabalho. Ao chegar ao local, ele teria trancado a porta e iniciado o abuso.
Segundo o relato da vítima, o homem passou a tocar nas partes íntimas dela e a obrigou também a tocá-lo. A funcionária disse que tentou sair da sala, mas não conseguiu. Em determinado momento, ela ameaçou gritar por socorro, quando o suspeito destrancou a porta e ela conseguiu sair.
Após o ocorrido, o homem fugiu do hospital. A Polícia Militar foi acionada e iniciou buscas pela região. Pouco tempo depois, ele foi localizado nas proximidades da unidade de saúde, no próprio setor Jardim América, e preso em flagrante. Em seguida, foi encaminhado à Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), em Goiânia.
Em nota, o hospital informou que lamenta o ocorrido, afirmou ter adotado medidas conforme os protocolos internos e a legislação e disse que está prestando apoio à funcionária. A unidade também declarou que colabora com as investigações e que não concorda com qualquer forma de violência.
O nome do suspeito não foi divulgado até o momento e, por isso, a defesa dele não foi localizada.
O caso chama atenção para um problema que ainda preocupa autoridades. Dados da Secretaria de Segurança Pública apontam que, entre janeiro e novembro de 2025, foram registrados mais de 690 casos de estupro em Goiás — média de cerca de dois registros por dia. No ano anterior, em 2024, o número foi ainda maior, com 777 ocorrências registradas no estado.
Especialistas e autoridades reforçam que a denúncia é fundamental para que a polícia consiga identificar e responsabilizar os suspeitos, além de garantir que as vítimas recebam apoio e acompanhamento especializado.