Fugitivo da Papuda que roubou banco é morto em confronto com a CPE
Argemiro Antônio da Silva, de 62 anos, havia fugido do Complexo Penitenciário da Papuda no início de janeiro

Argemiro Antônio da Silva, 62 anos, que fugiu do Complexo Penitenciário da Papuda, em 3 de janeiro, foi morto em confronto com policiais da Companhia de Policiamento Especializado de Goiás (CPE/PMGO), em Águas Lindas, no Entorno do Distrito Federal. A operação de captura contou com as informações repassadas pelo serviço de inteligência do Batalhão de Operações Especiais do DF (Bope). As investigações duraram quase um mês.
"Ele estava escondido em uma residência em meio ao matagal. Quando nos viu, tentou fugir e atirou contra a equipe, que revidou a agressão", disse o capitão Jorge Paiva ao Correio Braziliense. Argemiro fugiu da Papuda numa sexta-feira. Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (Seape), a fuga foi constatada por volta das 7h, quando policiais penais faziam vistoria nas celas, como de rotina. Segundo a perícia preliminar, o preso serrou as grades da cela e se evadiu.
Ele e o filho, Argemiro Antônio da Silva Filho, 32, participaram de um megaroubo a uma agência bancária do Banco do Brasil em Itapirapuã (GO), em 2014. Aliados a um bando de ao menos 10 pessoas, os dois usaram material explosivo de grande poder de destruição para ter acesso ao conteúdo dos caixas eletrônicos. Munidos de armas de grosso calibre, efetuaram tiros contra casas, lojas e até uma agência prisional próximas ao banco.
Ficha criminal
Com uma vasta ficha criminal, o preso chegou a integrar quadrilhas especializadas de roubos a banco. Um deles, ele junto a um dos maiores ladrões de instituições bancárias do país. Fredson Guimarães da Silva chegou a ser procurado em cinco estados do país entre 2011 e 2014.
Investigado desde 2011 pela polícia goiana, Fredson ostentava uma vasta ficha criminal por roubos a bancos. Segundo a polícia, ele deixou rombos milionários nos estados do Pará, Maranhão, Tocantins, Minas Gerais e Goiás. Junto a uma quadrilha especializada, agia com armas de grosso calibre, com mais de um carro e intimidação à população e à polícia.
A aproximação e o contato entre Argemiro — fugitivo da Papuda —com Fredson não é clara para a polícia. O Correio apurou, mediante processos judiciais, que os dois atuaram juntos em um roubo em Itapirapuã (GO), em dezembro de 2014 (leia Roubo em Goiás).
Em fevereiro de 2014, meses após o roubo, Fredson chegou a ser preso pela Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO), no Setor Itamaraty, em Anápolis. No momento da prisão, ele apresentou documentos em nome de outra pessoa.
À época, a polícia informou que Fredson e o bando invadiram as casas de dois funcionários de um banco de Acreúna, o mantiveram reféns por 12 horas e obrigaram as vítimas a sacar dinheiro do cofre da agência.
Com informações do Correio Braziliense.

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