Fisiculturista que levou a mulher "toda quebrada" ao hospital muda versão e confessa "agressão" em briga por ciúmes; veja vídeo
Igor Galvão, na nova versão sobre a morte da esposa, diz que a discussão ocorreu após ele deixar o computador aberto e Marcela ver que o marido estava olhando as redes sociais da ex

O fisiculturista Igor Porto Galvão, 32 anos, acusado de matar sua companheira, Marcela Luise de Souza Ferreira, alterou a versão dos fatos durante uma audiência judicial. Inicialmente, ele havia alegado à Polícia Civil que Marcela tinha caído. No entanto, em seu depoimento à Justiça, ele afirmou que a empurrou durante uma briga.
De acordo com o relato de Igor Galvão, a discussão ocorreu após ele deixar o computador aberto e Marcela mexer em suas mensagens e ver que o marido estava olhando as redes sociais da ex. Ele descreveu que ela o atacou fisicamente, e ele reagiu empurrando, quando, ainda segundo ele, Marcela escorregou, bateu a cabeça na parede e, em seguida, no chão, começando a convulsionar.
O crime aconteceu no Parque São Pedro, em Aparecida de Goiânia. Marcela foi internada em uma unidade de saúde em 10 de maio e morreu no dia 20 do mesmo mês. Dez dias depois, em 30 de maio, Igor Porto Galvão se tornou réu pelo homicídio.
A defesa de Igor declarou que se manifestará apenas no processo, enquanto os advogados lamentaram a morte de Marcela e buscaram “medidas cautelares” em substituição à prisão.
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o relacionamento entre a vítima e o denunciado, que durou 9 anos, foi marcado por agressões físicas, verbais e psicológicas, além de traições por parte de Igor.
Ele foi denunciado por homicídio com quatro qualificadoras:
- Motivo fútil: O homicídio foi cometido por um motivo insignificante ou desproporcional.
- Meio cruel: O crime foi cometido com uso de meios que causam sofrimento excessivo ou prolongado à vítima.
- Recurso que impossibilitou a defesa: A vítima foi atacada com meios que impedem ou dificultam sua defesa.
- Contra a mulher: Configurando feminicídio, o homicídio foi cometido contra uma mulher em contexto de violência doméstica e familiar, ou em razão de sua condição de sexo feminino.
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Entenda o caso
Segundo a delegada Bruna Coelho, da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Aparecida de Goiânia, a polícia foi chamada pelo hospital.
“Ele disse à equipe médica que ela estava limpando a casa quando escorregou e caiu. De acordo com ele, ela convulsionou e as lesões foram causadas pela queda. Então, ele deu um banho nela e a levou para o hospital, onde ela foi imediatamente encaminhada para uma cirurgia e depois para a UTI”, afirmou.
Marcela Luise de Souza foi levada pelo fisiculturista para o hospital no dia 10 de maio e, na ocasião, segundo a Polícia Civil (PC), Igor disse para os médicos que a mulher caiu em casa. Câmeras de segurança registraram o exato momento em que Igor sai de carro do condomínio em que eles moravam.

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