Família é investigada por causar prejuízo de R$ 62 mil a loja de cosméticos em Goiânia
Grupo usava cartões de terceiros para fazer compras via WhatsApp; prejuízo foi direto para a loja

A Polícia Civil de Goiás, por meio da Deic e do Grupo de Repressão a Estelionato (Gref), revelou os detalhes de um esquema sofisticado que deu prejuízo para o caixa de uma empresa de cosméticos na capital. Entre a última quinta (26) e sexta-feira (27), os agentes cumpriram três mandados de busca e prenderam um dos líderes do grupo em Palmeiras de Goiás.
A fraude aconteceu em dezembro de 2024. Os criminosos utilizavam dados de cartões de crédito de terceiros — obtidos de forma ilícita — para realizar grandes pedidos de produtos de beleza através do WhatsApp da empresa. Como o pagamento era aprovado inicialmente, a mercadoria era entregue. O problema surgia semanas depois: quando os verdadeiros donos dos cartões percebiam a cobrança indevida e contestavam a compra, o banco estornava o valor, deixando a loja no prejuízo total de R$ 61.868,40.
As investigações apontam que a organização criminosa era "negócio de família". Pai, mãe ou parentes próximos dividiam tarefas, utilizavam os mesmos celulares e cadastravam chips em nomes de "laranjas" para tentar despistar a Deic. No entanto, a análise técnica dos dispositivos eletrônicos permitiu que a polícia chegasse aos verdadeiros autores.
Com as apreensões realizadas em Goiânia e Palmeiras de Goiás, a Polícia Civil agora busca identificar se outras empresas do ramo foram vítimas do mesmo grupo. O preso responderá por estelionato e associação criminosa.

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