Ex-aluno que matou professora disse que queria “só dar susto”; confira depoimento
Henrique Marcos Rodrigues de Oliveira relatou que no dia anterior à madrugada do crime encontrou a professora, em Inhumas, a cumprimentou, foi ignorado e isso motivou o crime

Henrique Marcos Rodrigues de Oliveira, 24 anos, preso por executar a professora Cleide Aparecida com pelo menos 17 facadas na madrugada da última quarta-feira (24), em Inhumas (49 km da Capital), confessou o crime e, em depoimento, disser que a intenção era “dar um susto” e não matar.
De acordo com o acusado, há cerca de oito anos, desde que era estudante, guardava “mágoas” da professora, que em determinado período foi diretora da Escola Castelo Branco pelas diversas broncas que tomava dele. Ressaltou que nunca chegou a ser punido formalmente por advertências ou expulsão, mas que se sentia perseguido.
Contou ainda que teve convivência escolar com vítima por 3 anos.
Questionado sobre o porquê de cometer o crime após tanto tempo, o assassino disse se sentir ofendido pela professora. Contou que todas as vezes que se deparava com a professora na rua e a cumprimentava, essa colocava a mão na boca e fazia algum gesto, que ele entendia der ofensa. Em outros momentos, o acusado afirma que Cleide dizia: 'Sai para lá, traste'.
Relatou que no dia anterior ao crime estava de bicicleta, aleatoriamente passou pela casa de Cleide, a cumprimentou, mas foi ignorado. Que essa atitude da vítima teria reacendido toda a raiva e então decidiu “dar o susto”.
Sobre como cometeu o homicídio, em detalhes, Henrique contou que pulou o muro da casa e quebrou a porta dos fundos. Assim, entrou na residência, mas viu um rapaz, filho de Cleide, e correu para os fundos. Neste momento, a lâmpada do lado de fora acendeu e ele voltou.
Henrique olhou por uma janela, viu a professora. A vítima, então, correu para trás da porta. Ele chutou, invadiu e atacou Cleide a facadas. O filho da vítima tentou salvar a mãe e também foi esfaqueado no braço.
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Dentro da casa, ainda segundo o depoimento, conta que não falou nada com a professora nem com o filho dela. Que Cleide também não falou nada e ele acredita que não foi reconhecido no momento.
Ao sair de dentro da casa percebeu ter perdido o chinelo e voltou para pegar, mas alegou que havia muito sangue no chão e decidiu ir embora descalço, pulando o muro. Do lado de fora da residência, ele fugiu na bicicleta que pertence à sua mãe e foi direto para casa.
Henrique teria passagens por tráfico de drogas, consequentemente conhecido da polícia. Sendo assim, após ser identificado, com ajuda de imagens de câmeras de segurança, os militares foram ao endereço dele, perceberam rastro de sangue do portão de entrada até à casa, que fica nos fundos do terreno e desconfiaram que ele também estaria ferido.
Em buscas na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município, encontraram e prenderam o assassino, que estava com corte profundo no pé por ter chutado a porta de vidro da casa da professora e tomava “pontos” no ferimento.
O acusado foi preso em flagrante.
Henrique Marcos passou por audiência de custódia nessa quinta-feira (25) e a Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva, mantendo o acusado na cadeia enquanto as investigações seguem em andamento.

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