Estupro de parente de coronel pode ter motivado execução de comerciante por PMs
Os sargentos Leneker Breno e Thiago Lemes são apontados como executores de Fabrício Brasil

A Polícia Civil de Goiás (PC) avança na investigação da execução do comerciante Fabrício Brasil Lourenço, de 49 anos, morto a tiros em frente à sua pastelaria em outubro. O inquérito aponta que a motivação mais provável para o crime seria vingança pessoal ligada a um suposto estupro cometido por Fabrício em 2020 contra uma parente do Coronel Alessandro Regys. Os executores identificados pela PC são os sargentos da PM Leneker Breno e Thiago Lemes, que agiram com a coordenação de um ex-militar do Exército.
A investigação da Delegacia de Homicídios (DIH) concluiu que a morte do comerciante foi um crime de execução, meticulosamente planejado.
O coordenador da ação, identificado como José Antônio, ex-militar do Exército, esteve na pastelaria da vítima cerca de 20 minutos antes do homicídio, simulando ser um cliente ao comprar cerveja e água.
Rastreamento e Ocultação de Provas
A PC rastreou toda a movimentação de José Antônio e dos assassinos. Foi descoberto que, após a execução, a moto utilizada no crime foi levada para uma mata no Setor Village Campos Verdes.
Cerca de duas horas depois, câmeras de segurança flagraram a caminhonete dirigida por José Antônio saindo da mata com a tampa da carroceria abaixada. A PC acredita que esta foi uma tática para encobrir a numeração da placa enquanto a moto usada na execução estava sendo transportada. A caminhonete seguiu para Nova Veneza, onde José tem uma chácara, local onde a moto foi escondida.
Motivação: Vingança Pessoal
Embora Fabrício Brasil tivesse outros envolvimentos, como ter sido alvo da Operação Speed Cash (sobre desvio na Secretaria de Saúde) e investigações sobre crimes cibernéticos, a delegacia acredita que a hipótese mais forte é a vingança.
O inquérito indica que o comerciante teria abusado de uma parente do Coronel Alessandro Regys, em 2020. Fabrício foi absolvido no processo judicial da época. A PC trabalha com a linha de que a execução foi uma retaliação planejada, apesar da absolvição.
Envolvimento dos Militares
Os três policiais militares envolvidos na operação de prisão estão na ativa, levantando questões sobre o uso de recursos e conexões militares no crime:
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Coronel Alessandro Regys: Locado no Serviço Aéreo do Estado de Goiás.
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Sargento Leneker Breno: Trabalha na Secretaria da Casa Militar.
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Sargento Thiago Lemes de Oliveira: Faz parte do Comando de Policiamento Especializado com lotação em Trindade.
A PMGO informou anteriormente que a Corregedoria acompanhou o cumprimento dos mandados de prisão e busca e apreensão.

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