Estudante de psicologia esfaqueia avó até a morte e deixa mãe em estado grave
Antes de ser preso, o homem confessou o crime no hospital e disse que tentou tirar a própria vida

Renan, estudante de psicologia de 34 anos, foi preso em flagrante após matar a própria avó, Maria, de 87 anos, e tentar assassinar a mãe, Rosana, de 65, a facadas. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil como homicídio qualificado e tentativa de homicídio. O crime brutal foi registrdo na zona sul de São Paulo na última semana chocou familiares e levantou questionamentos sobre os sinais ignorados de um possível transtorno psicológico.
Segundo o boletim de ocorrência, Renan teria atacado as duas mulheres dentro da residência da família, localizada no bairro do Jabaquara. Após o crime, ele se jogou na frente de um carro em uma avenida próxima, sendo socorrido por uma equipe do SAMU e levado a um hospital da região. No pronto-socorro, relatam os médicos, o suspeito confessou o assassinato com “naturalidade e frieza”.
A ex-namorada de Renan, que foi acionada pelo hospital, desconfiou da situação e decidiu contatar a Polícia Militar. Ela pediu que os agentes fossem até a casa da família, onde encontraram Maria já sem vida e Rosana gravemente ferida, com sinais de luta corporal. A mãe foi socorrida e permanece internada em estado estável.
Familiares relataram que Renan cursava psicologia há mais de uma década e trabalhava com crianças autistas. Apesar de não possuir antecedentes criminais, ele era conhecido por episódios de comportamento agressivo e desentendimentos frequentes com parentes. “Ele sempre foi explosivo, causava confusão, mas ninguém imaginava que chegaria a esse ponto”, disse uma prima, que preferiu não se identificar. “A gente esperava um ato violento, mas não contra a própria mãe e avó.”
A polícia ainda investiga a motivação do crime. Não há, até o momento, indícios de uso de substâncias psicoativas ou histórico de transtornos mentais diagnosticados formalmente. O delegado responsável pelo caso, que também preferiu não se pronunciar publicamente, afirmou que o comportamento do suspeito será analisado com apoio de perícia psiquiátrica.
Renan permanece sob custódia policial e deve passar por audiência de custódia nos próximos dias. A Justiça decidirá se ele responderá pelos crimes em liberdade ou se permanecerá preso preventivamente.

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