Enfermeiro é acusado de estuprar paciente que estava sedada após tentar tirar a própria vida
Caso foi registrado no Hospital Municipal de Rio Verde, o acusado nega ter cometido o crime e a defesa alega que vai provar a inocência do cliente e devolver a liberdade

Enfermeiro de 32 anos, nome não divulgado, é acusado de estuprar uma paciente do Hospital Municipal de Rio Verde, internada após tentar tirar a própria vida em momento em que estava sedada, e terminou preso nesta terça-feira (18) durante a deflagração da “Operação Apollon”, em Santa Helena de Goiás. O crime foi registrado em março de 2022.
De acordo com a delegada Jaqueline Sielskis, da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), a vítima relatou que estava internada na unidade após tentar tirar a própria vida. As investigações apontam que o homem, à época técnico em enfermagem, teria se aproveitado do momento em que a mulher estava sedada, cobriu com um lençol e praticou o abuso sexual.
A denúncia chegou à polícia pelo pai da vítima, que escutou o relato da filha durante uma visita. Após a denúncia, no mesmo dia, foi coletado material genético da vítima, confirmado DNA masculino, comprovando o crime.
A delegada conta que foi feito confronto com o material genético de todos que cuidaram dela enquanto esteve internada na unidade hospitalar e chegou à conclusão que o material era do então técnico de enfermagem, que foi a pessoa que ficou mais tempo na companhia dela.
Por causa disso, foi feita a solicitação da prisão, expedida pela Justiça e cumprida nesta terça.
Outro lado
Em depoimento, o acusado nega ter cometido o crime e alegou que a paciente já tinha ficado internada outras vezes na unidade hospitalar. Ele foi levado para a Casa de Prisão Provisória de Rio Verde.
Por meio de nota, a defesa do enfermeiro disse que "demonstrará durante a fase processual a ausência de autoria delitiva, assim como buscará restabelecer a liberdade do investigado através dos meios recursais."
A Secretaria Municipal de Rio Verde disse que "repudia veementemente qualquer ato criminoso praticado eventualmente por qualquer servidor público municipal e se coloca à disposição das autoridades policiais para colaborar com as investigações. Informamos ainda que o investigado não é servidor efetivo e atuava como prestador autônomo que já foi descredenciado da saúde."
Já o Coren afirmou que já abriu um Procedimento Ético Disciplinar para apurar o caso. Segundo o Conselho, o procedimento seguirá todo o processo ético, que prevê diversas penas, inclusive a cassação do registro profissional. Ainda de acordo com o Coren, o suspeito tem inscrição regular de Enfermeiro e Técnico em Enfermagem.

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