Enfermeira de Goiânia usa Correios para entregar medicamentos para emagrecer de “procedência duvidosa”
A polícia monitorava a profissional algum tempo, devido grande quantidade de caixas enviadas, passou pelo raio-x e foi flagrada

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) prendeu em flagrante, nesta quarta-feira (28), uma enfermeira suspeita de enviar medicamentos para emagrecimento de procedência ignorada pelos Correios para nove estados do país. A prisão foi realizada por policiais da Central de Flagrantes após monitoramento que confirmou a prática criminosa.
A investigação começou a partir de uma denúncia anônima que indicava que a profissional estaria remetendo medicamentos de forma irregular por meio dos Correios. Com base no artigo 5º, parágrafo 3º, do Código de Processo Penal, os policiais passaram a acompanhar as idas da enfermeira a agências da estatal.
Equipe flagrou a investigada postando diversas caixas na Agência dos Correios do setor Guanabara, em Goiânia. Diante do grande volume de encomendas, os policiais requisitaram que os pacotes fossem submetidos ao scanner para verificação do conteúdo.
Ao todo, foram identificadas 17 remessas, mas apenas sete puderam ser interceptadas antes do envio. Em todas elas, o scanner revelou frascos de tirzepatida — princípio ativo de medicamento utilizado para emagrecimento — escondidos dentro de garrafas térmicas, acondicionadas em caixas de papelão como forma de disfarce.
Após a confirmação do material, a Polícia Técnico-Científica foi acionada para realizar a retirada da medicação junto aos Correios. Em seguida, com o acesso às imagens das câmeras de segurança da agência, os policiais iniciaram diligências para localizar a enfermeira, que foi encontrada em uma residência próxima ao local das postagens.
No momento da abordagem, ela recebeu voz de prisão pelo crime de distribuição de medicamentos para fins terapêuticos de procedência ignorada, previsto no artigo 273, parágrafo 1º-B, inciso V, do Código Penal Brasileiro. A suspeita foi conduzida à Central de Flagrantes para a formalização dos procedimentos legais.
Em nota, a PCGO informou que está em contato com as polícias civis dos outros nove estados envolvidos, com o objetivo de impedir que os medicamentos já enviados cheguem aos destinatários. Segundo a corporação, a medida visa evitar riscos à saúde pública, especialmente devido às condições inadequadas de transporte e armazenamento e à origem desconhecida dos produtos.

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