Empresário de Goiás é alvo de operação contra garimpo em terras Yanomami
Polícia Federal fez devassa na sede da empresa JRJ Minas Export, em Goiânia, que pertence ao empresário Bruno Cezar Cecchini

A Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão, nesta terça-feira (14), na sede da empresa JRJ Minas Export, em Goiânia, que pertence ao empresário Bruno Cezar Cecchini - presidente da Confederação Nacional de Mineração (CNMI).
O empresário, que já foi alvo da Polícia Federal por comprar ouro ilegal de garimpeiros, voltou a ser alvo da polícia, desta vez, na operação que combate o comércio ilegal de ouro na Terra Indígena Yanomami (TIY), em Roraima. Além de busca e apreensão, a Justiça também determinou o bloqueio de bens.
Ao G1, portal do grupo Globo, a PF informou que investiga agora organização criminosa que movimentou R$ 422 milhões em 5 anos.
Os mandados foram expedidos pela 4ª Vara Federal Criminal da Justiça Federal em Roraima e foram cumpridos em Goiás, São Paulo e Roraima.
Ao portal da Globo, a defesa de Bruno Cezar Cecchini disse que vai se manifestar sobre a operação após ter acesso à íntegra do processo.
Cecchini foi lagrado numa apreensão realizada em junho de 2019, no Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia. Na ocasião, 111 kg de ouro em barras foram apreendidos em malotes escondidos no banco de uma aeronave monomotor. A partir de indícios colhidos naquele dia, a PF começou a voltar os olhos para o empresário. Em junho de 2022, com a conclusão das investigações, ele foi denunciado.
No caso desse processo, o advogado disse que está em fase de resposta à acusação.

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