Empresário de Goiânia é acusado de aplicar golpes de R$ 2,5 milhões; vizinha teve prejuízo de R$ 200 mil
Jonas Caetano dos Santos foi preso foi preso preventivamente na terça-feira (19) e responderá pelos crimes de estelionato e gestão de instituição financeira com finalidade ilícita

O empresário Jonas Caetano dos Santos, 29 anos, com escritório em Goiânia, foi preso acusado de aplicar golpes financeiros que ultrapassam R$ 2,5 milhões. As vítimas estão espalhadas por pelo menos quatro estados do país. Uma das vítimas, a dentista Pallôma Alencar, 30 anos, amiga e vizinha do acusado, caiu no golpe, teve prejuízo de R$ 228 mil, denunciou e a polícia desvendou todo o esquema.
Jonas foi preso preventivamente na terça-feira (19) e responderá pelos crimes de estelionato e gestão de instituição financeira com finalidade ilícita, segundo a Polícia Civil (PC). O caso foi investigado pelos delegados Breynner Vasconcelos e Maurício Massanobu, da 4ª Delegacia de Polícia de Goiânia.
Os crimes, que começaram em 2019, envolviam uma empresa de Jonas na Bahia. Ele atraía clientes alegando ser um investidor do mercado de capitais, prometendo uma rentabilidade mensal de 3% a 4%. Os clientes depositavam dinheiro na conta de Jonas, acreditando que ele estava investindo. No entanto, as investigações revelaram que Jonas enviava relatórios mensais de falsa rentabilidade para as vítimas, que sofreram prejuízos de mais de 70% dos valores investidos.
Jonas fez pelo menos cinco vítimas na Bahia, cinco em São Paulo, uma no Paraná e cinco em Goiânia. Das vítimas identificadas, Jonas recebeu R$ 2,515 milhões e investiu apenas R$ 30 mil.
Quando as vítimas pediam o resgate, Jonas pegava o valor de novos clientes, devolvia 10% e fazia acordos, mas nunca pagava. O dinheiro foi usado para despesas pessoais, incluindo uma festa de casamento luxuosa. Jonas mantinha um escritório com vários computadores para enganar os clientes, mas não tinha funcionários.
Além da prisão de Jonas, a Polícia Civil realizou buscas no escritório e apreendeu duas armas e mais de 160 munições. Jonas confessou os crimes, entregou os extratos bancários e indicou as vítimas. A polícia ainda investiga se a esposa de Jonas tem responsabilidade no crime. A investigação continua.

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