Empresária mata funcionária com tiro na cabeça após ver mensagens e descobrir traição
Adriana Alexina confessou o crime dois dias depois e entregou a arma utilizada. Adriana relatou que desconfiava da traição há cerca de uma semana antes do assassinato

Adriana Alexina Leal Borges André, de 28 anos, foi presa na sexta-feira (29), em Catalão, sete anos após confessar ter assassinado sua ex-funcionária, Ana Vitória Pereira Alves, de 19 anos. A empresária, condenada a 12 anos de prisão, alegou ter cometido o crime após encontrar mensagens da vítima em uma rede social, que indicavam um suposto caso extraconjugal com seu marido.
O crime ocorreu em 31 de março de 2018, no restaurante de Adriana. Segundo a delegada responsável pelo caso, Alessandra Maria Castro, a empresária confessou o crime dois dias depois e entregou a arma utilizada. Adriana relatou que desconfiava da traição há cerca de uma semana antes do assassinato.
Ainda segundo o depoimento de Adriana à polícia, ela encontrou as mensagens comprometedoras no perfil de Ana Vitória em uma rede social, que teria ficado aberto no computador da empresária. As mensagens revelavam conversas sobre o suposto caso com o marido de Adriana.
Após a descoberta, Adriana planejou o assassinato. Ela ligou para Ana Vitória, sob o pretexto de precisar de ajuda no restaurante. Ao chegar no local, as duas iniciaram uma discussão.
"A Adriana conta que perguntou se a funcionária tinha um caso com o marido e ela respondeu que sim. Em seguida, ela diz que a Ana Vitória começou a ofendê-la, dizendo que era mais nova e que já havia dormido com o marido dela na cama do casal", relatou a delegada.
Durante a briga, Adriana pegou uma arma e atirou na cabeça de Ana Vitória, que morreu no local. O marido de Adriana, que estava nos fundos do restaurante, fugiu ao ouvir os disparos.
Adriana fugiu após o crime, mas se apresentou à polícia dois dias depois, confessando o assassinato e entregando a arma. O marido foi ouvido e não teve participação no crime, segundo a polícia.
A sentença de Adriana foi assinada em setembro do ano passado, e um recurso da defesa foi negado em fevereiro deste ano. A empresária foi condenada por homicídio qualificado cometido à traição, de emboscada ou mediante dissimulação contra a vítima.
A defesa tentou pedir um novo julgamento, alegando legítima defesa ou homicídio privilegiado (cometido sob violenta emoção ou por relevante valor moral ou social). No entanto, o laudo da perícia atestou que o disparo foi feito por trás da vítima, sem direito a defesa, e a curta distância, sem tempo de reação. Testemunhas também afirmaram que Ana Vitória estava desarmada.
A pena mínima para o crime revoltou a família da vítima. Joyce Alves, irmã de Ana Vitória, expressou o sentimento de impunidade, afirmando que a condenação foi branda diante da forma "covarde e premeditada" como o crime foi cometido.
Adriana Alexina Leal Borges André cumpre atualmente sua pena de 12 anos na Unidade Prisional Feminina de Orizona.

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