Empresa da família de Ismael Alexandrino recebeu mais de R$ 10 milhões da Saúde, diz delegado
Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública investiga esquema entre a OS IBGC e a empresa AME por direcionamento irregular de 11 contratos com a SES-GO

As investigações da Operação “Sinusal” apura fraude em cerca de 11 contratos, que ultrapassam os R$ 10 milhões, da Secretaria Estadual de Saúde se Goiás (SES-GO), em suposto esquema entre a Organização Social Instituto Brasileiro de Gestão Compartilhada (OS IBGC) junto à empresa AME, que seria de propriedade da família do ex-secretário de Goiás Ismael Alexandrino, atual deputado federal eleito.
Apesar de o irmão, Daniel Alexandrino, estar entre os alvos de prisão preventiva, o delegado da Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (Dercap), Francisco Lipari Filho, que comanda as investigações, explicou que não chegou a representar pela prisão de Ismael, pois, não julgou necessário para o andamento das investigações no momento.
Segundo o delegado da Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (Dercap), Francisco Lipari Filho, que comanda as investigações, no momento não é apurado superfaturamento de contratos ou desvio de dinheiro público, o que configura crime de peculato.
A questão é a contratação, por meio da IBGC, de empresa terceirizada para gerir unidades de saúde no estado sem qualquer tipo de concorrência. Ainda, que a empresa escolhida, a AME, é ligada à família do então secretário de saúde, Alexandrino, que, supostamente, teria usado de sua função para benefício próprio, ou seja, o direcionamento de 11 contratos no montante que ultrapassa os R$ 10 milhões de forma supostamente irregular.
Outro agravante é o fato de a AME ter sido contratada em nome de terceiros, porém, no andamento das apurações, por meio de análise de contratos sociais, chegou-se à real propriedade da empresa e, consequentemente, a Alexandrino e sua família.
O delegado explica que as Organizações Sociais não são obrigadas a proceder com licitações para a contratação de empresas terceirizadas, mas foi verificado que a AME foi contratada de forma direta, sem nenhum tipo de apuração de preços com outras empresas ou qualquer evidência de que houve algum tipo de concorrência para a escolha.
Os contratos repassados da IBGC para gestão da AME atingem policlínicas na Cidade de Goiás, em São Luiz dos Montes Belos e Hospital Estadual de Itumbiara.
Os crimes investigados são por falsidade ideológica e alterações contratuais.
Caso segue em investigação.

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