Diretora da Polícia Técnica forjou tentativa de assassinato para forçar transferência
Testemunhas relataram à polícia que foram procuradas a cerca de um mês por Káthia Mendes, que chegou com o plano de forjar o atentado, que só foi aceito por um ex-colega de trabalho.

As investigações da tentativa de homicídio contra a perita criminal Káthia Mendes Magalhães, diretora da unidade da Polícia Técnico-Científica (PTC) de Caldas Novas (169 km da Capital), na noite dessa quinta-feira (10), quando foi baleada no peito enquanto dirigia pela GO-213, saída do município, levaram a Polícia Civil descobrir que a vítima forjou o próprio atentado.
A motivação, segundo a polícia, era que Káthia tinha interesse de mudar de cidade e o “atentado” para facilitaria o processo de remoção.
De acordo com as investigações do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Caldas Novas e da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), que realizaram diversas buscas para identificar o atirador, principalmente por se tratar de um atentado contra uma integrante das forças de segurança do Estado, inicialmente, foram identificadas testemunhas que afirmaram terem sido procuradas pela perita há um mês com a proposta de forjar um atentado contra ela para facilitar sua remoção.
No entanto, como as testemunhas não aceitaram, o plano não foi executado. Porém, Káthia chegou a um ex-servidor, nome não divulgado, que trabalhou com ela, e aceitou se envolver no plano.
O acusado foi identificado, preso e na delegacia confessou ter atirado contra a perita a pedido da própria, na última quinta-feira. Explicou que utilizou um revólver calibre .32 que lhe foi entregue pela “vítima” no dia do atentado forjado.
Completou, em depoimento, que após o crime retornou ao posto da Polícia Técnica, onde, no dia posterior ao crime, depositou a arma no mesmo armário utilizando-se das chaves fornecidas pela perita.
A arma foi apreendida no local indicado pelo acusado, dentro do Posto de Atendimento da Polícia Técnica, em Caldas Novas, que era coordenado pela perita.
Após a confissão do atirador, Káthia foi confrontada sobre os fatos e, depois de apresentada as provas da tentativa de homicídio forjado, a perita confessou ter planejado o ataque a si mesma, além de apresentar mais detalhes da ação.
O inquérito policial será finalizado e encaminhado ao Judiciário, que vai analisar o processo e decidir se denuncia a servidora à Justiça.
O último trabalho mais relevante de Káthia foi a ocorrência do parque aquático DiRoma, onde o menino Davi Miranda, 8 anos, escalou um toboágua interditado, caiu de uma altura de 12 metros e morreu A perita foi uma das responsáveis pelas análises técnicas do caso.
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Entenda o caso
Na noite de quinta-feira (10), segundo a perita, ela trafegava em um Volkswagen Gol entre um supermercado e a casa dela, às margens da rodovia quando um outro veículo, não identificado, que se aproximou de faróis apagados, fechou seu carro.
Ela então, ainda segundo primeiro depoimento, desviou o veículo para não bater e o outro carro foi embora. Então, ela decidiu estacionar o carro no acostamento, mesmo se tratando de local com pouco iluminação e deserto, para verificar se tinha amassado a lataria do Gol.
Nesse momento, dois bandidos em uma moto se aproximaram, o garupa desceu e atirou. Em seguida, o atirador voltou para o veículo e os dois fugiram.
Mesmo ferida, a servidora conseguiu ligar para o Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e pedir socorro. Porém, como o atendimento estava demorando, Káthia ligou para o comandante do Corpo de Bombeiros, que imediatamente enviou equipe de resgate para socorrer a perita.

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