De líquido quente a fogo e tiros, a escalada da violência contra cachorros em Goiás
Casos recentes de violência extrema reacendem debate sobre impunidade e crueldade no estado

O estado de Goiás enfrenta uma sequência alarmante de violência contra animais que tem gerado revolta e manifestações populares. Em pouco mais de um mês, três casos emblemáticos — marcados pelo uso de armas de fogo, líquidos escaldantes e fogo — colocaram o tema no topo das discussões de segurança pública.
O Luto por "Brutus": Tiros no Serra Dourada
O cão comunitário Brutus, símbolo de docilidade para os frequentadores do Parque Flamboyant, teve um fim trágico no estacionamento do Estádio Serra Dourada. Morto a tiros por um bombeiro militar, o animal virou símbolo de protesto.
Enquanto o autor alega legítima defesa, moradores e protetores contestam a versão, afirmando que Brutus nunca foi agressivo. O caso deve levar centenas de pessoas às ruas em um protesto marcado para o Parque Flamboyant.
O milagre do cão Jhonny
No Setor Castelo Branco, a covardia foi registrada em vídeo. Uma mulher, já indiciada, jogou líquido fervendo em Jhonny, que teve 40% do corpo queimado. A boa notícia é que, após um tratamento intensivo, Jhonny recebeu alta neste sábado (4) com a pele 100% cicatrizada.
Ele não voltará para as ruas: o pequeno guerreiro ganhou uma nova tutora e um lar onde terá o carinho que lhe foi negado.
Barbárie em Aparecida: Banho de gasolina e fogo
O caso mais recente e cruel ocorreu nesta quinta-feira (9), em Aparecida de Goiânia. Um homem foi preso em flagrante após jogar gasolina e atear fogo em um cachorro. O animal teria pulado em uma criança apenas para brincar. Mesmo após a própria criança dizer que não houve agressão e o cão já estar afastado, o agressor cometeu a atrocidade.
Ele foi autuado por maus-tratos qualificados e está à disposição da justiça.

Irmãos de 9 e 4 anos são encontrados em situação de abandono em Goiás; veja vídeo
A mãe informou aos agentes que trabalha durante o dia e, por esse motivo, as crianças ficariam sozinhas em casa.
Esposa revela que homem morto a tiros na frente da filha devia agiota; assista
Esiel Cavalcanti, de 38 anos, estava acompanhado da filha pequena quando foi baleado; esposa acredita que dívida pode estar por trás do crime












