Brasileiros são presos por golpe milionário contra imigrantes; goiana está entre vítimas
A investigação teve início em setembro, após denúncias encaminhadas à Ordem dos Advogados da Flórida.

Uma jovem de Goiás está entre as vítimas de um grupo de brasileiros investigados por aplicar golpes em imigrantes que buscavam regularizar a situação nos Estados Unidos. Ao todo, ela perdeu US$ 1.825, aproximadamente R$ 9 mil. O prejuízo só não foi maior porque ela desconfiou da situação e decidiu interromper os pagamentos. Os suspeitos foram presos pela polícia da Flórida na semana passada.
Morando no Texas, a goiana contou que o problema começou no segundo semestre do ano passado, quando encontrou na internet um anúncio da empresa B Consulting, que oferecia assessoria para processos migratórios. No entanto, durante o atendimento, ela foi informada de que o serviço seria, na prática, conduzido pela empresa Legacy Imigra.
Segundo ela, já havia comentários negativos sobre a Legacy, o que gerou desconfiança. “Eu já tinha ouvido falar que eles faziam uma espécie de ‘produção em massa’ de documentos. Quando pediram para encaminhar meus dados para lá, estranhei”, afirmou ao portal G1, sem ser identificada.
Quem são os presos?
Os brasileiros detidos são Ronaldo de Campos; Vagner Soares de Almeida; Juliana Colucci e Lucas Trindade Silva. De acordo com a polícia, eles são apontados como líderes do esquema. A investigação teve início em setembro, após denúncias encaminhadas à Ordem dos Advogados da Flórida.
Juliana e Vagner são casados, e os pagamentos feitos pela vítima foram destinados a uma conta em nome de Vagner. Além disso, o sobrenome “Colucci” aparecia no único e-mail fornecido pela empresa.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o xerife John Mina informou que os suspeitos devem responder por quatro crimes: organização criminosa, fraude estruturada, extorsão e exercício ilegal da advocacia.
Segundo ele, o grupo teria arrecadado mais de US$ 20 milhões em três anos. “Eles enriqueceram com um modelo baseado em manipulação, mentiras, fraude e extorsão”, afirmou.
Ainda de acordo com Mina, a maioria das vítimas é brasileira. Até o momento, sete pessoas colaboraram com as investigações, mas a polícia acredita que o número real seja bem maior. O prejuízo individual varia entre US$ 2.500 e US$ 26 mil.

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