Biomédica descobre que mulher comprava R$ 200 mil em produtos estéticos no nome dela
Falsa biomédica teria comprado produtos estéticos em empresa do ramo utilizando dados da profissional. Clínica foi fechada.

A Polícia Civil do Estado de Goiás fechou, nesta quinta-feira (26), uma clínica de estética no Bairro Cândida de Morais, em Goiânia, após denúncia de exercício ilegal da profissão e uso indevido de dados de uma biomédica.
Segundo o delegado Diogo Barreiro, responsável pelo caso, a investigação começou depois que a verdadeira biomédica procurou a polícia e relatou que seu nome, CPF e registro profissional estavam sendo utilizados sem autorização por uma mulher que se apresentava como responsável técnica do estabelecimento. Ainda de acordo com o delegado, a falsa biomédica não estava no local e não foi localizada.
De acordo com a denúncia, a suspeita teria realizado compras de produtos estéticos em empresa do ramo utilizando indevidamente os dados da profissional, totalizando cerca de R$ 200 mil em mercadorias. As notas fiscais teriam sido emitidas em nome da biomédica, mas com o endereço da clínica investigada.
Durante vistoria no local, os policiais encontraram medicamentos e produtos vencidos, além de unidades de Mounjaro. Todo o material foi apreendido e o estabelecimento foi interditado.
A biomédica informou que possui cadastro na empresa fornecedora desde setembro de 2025, mas que nunca realizou compras. Segundo ela, as vendas foram feitas sem autorização, validação de documentos ou comunicação prévia. A profissional afirmou ainda que não possui qualquer vínculo empregatício ou técnico com a clínica e que o espaço não teria documentação regular de funcionamento nem responsável técnico habilitado junto ao conselho da categoria.
A polícia segue investigando o caso para apurar possíveis crimes como falsidade ideológica, exercício ilegal da profissão e uso indevido de dados pessoais.

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