Bebê é encontrada morta com v4ag1na e 4nus sangrando; mãe e padrasto presos
Mãe, de 17 anos, responderá por ato infracional análogo ao crime de homicídio e o padrasto, João Vitor Sousa Soares, 20 anos, por homicídio

Uma criança de apenas 1 ano e 10 meses, identificada como Cecília Emanuelle Rodrigues dos Santos, foi encontrada morta com o corpo coberto por múltiplas marcas de agressão e sinais de violência sexual na genitália, em Novo Gama, no Entorno do Distrito Federal. O caso, que chocou a comunidade local, levou à detenção da mãe da menina, uma adolescente de 17 anos, e do padrasto, João Vitor Sousa Soares, de 20 anos, que são os principais suspeitos do crime.
A tragédia veio à tona na noite de quarta-feira, quando socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionados para atender a ocorrência na residência da família. Ao chegarem ao local, encontraram a pequena Cecília desacordada e com um quadro alarmante de lesões. Segundo o relato dos profissionais, o corpo da criança apresentava extensas marcas roxas espalhadas pelas costas, pernas, braços e rosto.
Além dos hematomas visíveis, foram constatados ferimentos e sangramento nas partes íntimas da menina, indicando sinais de violência sexual na vagina e no ânus.
Diante da gravidade da situação, a Polícia Militar de Goiás (PMGO) foi imediatamente acionada pelo Samu. Uma equipe policial se dirigiu à casa da mãe da criança, onde confirmou a presença dos múltiplos hematomas e dos ferimentos nas genitálias. Os socorristas tentaram realizar procedimentos de reanimação na bebê e, em seguida, a levaram, juntamente com a família, para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região. Contudo, apesar dos esforços, Cecília Emanuelle já estava sem vida.
Tentativa de Despistar e Descoberta da Polícia
Inicialmente, o casal – a mãe adolescente e o padrasto – tentou desviar a atenção da polícia, atribuindo a culpa ao pai biológico da menina. Eles alegaram que Cecília havia passado os últimos quatro dias na casa do pai e que as lesões teriam ocorrido durante esse período. No entanto, a versão foi rapidamente desmentida pela investigação policial. A polícia descobriu que o pai da criança está preso na Papuda e não havia sido beneficiado com o "saidão" do Dia das Crianças, tornando impossível sua presença com a filha.
Com a inconsistência dos depoimentos e as evidências no corpo da criança, a mãe e o padrasto foram detidos e encaminhados à delegacia do município goiano. A adolescente de 17 anos responderá por ato infracional análogo ao crime de homicídio, enquanto João Vitor Sousa Soares, de 20 anos, foi autuado pelo crime de homicídio.
Versões Conflitantes dos Envolvidos
Em seus depoimentos à polícia, o padrasto, João Vitor, reiterou a versão de que Cecília havia passado os últimos quatro dias na casa do pai biológico, em Ceilândia, no Distrito Federal. Ele afirmou que a mãe buscou a criança com a ex-cunhada e que já a recebeu com as lesões no corpo. Contudo, João Vitor negou ter percebido os sinais de violência sexual na genitália da bebê.
A mãe de Cecília, por sua vez, relatou à polícia que, mesmo após flagrar os hematomas espalhados pelo corpo da filha, não acionou as autoridades por medo do ex-companheiro, o pai biológico da criança. Segundo ela, o ex-parceiro já a havia agredido anteriormente, enquanto estavam juntos.
O padrasto também detalhou os momentos que antecederam a morte da criança. Ele contou que, ao preparar uma mamadeira para Cecília, um hábito costumeiro, percebeu que ela estava "mole". A casa do casal estava sem energia elétrica e os celulares sem bateria, o que, segundo ele, o impediu de pedir ajuda imediatamente. João Vitor então levou a criança para a casa de sua mãe, que foi quem acionou o Samu.
Na primeira ligação, a família foi orientada a se dirigir ao quartel do Corpo de Bombeiros do município. No entanto, conforme o depoimento do padrasto, o local estava fechado. Neste momento crítico, a criança teria parado de respirar. Apavorado, João Vitor teria acionado o Samu novamente, por volta das 20h. Contudo, a ambulância só teria chegado à residência às 23h, quando a criança já estava sem vida.
A Polícia Civil de Goiás segue investigando o caso para esclarecer as circunstâncias exatas da morte de Cecília Emanuelle e determinar as responsabilidades de cada um dos envolvidos.

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