“Barões” do agro montaram esquema para sonegar R$ 200 milhões em Goiás; 4 vão para cadeia e 12 estão na mira da polícia
A denúncia aponta que os empresários do ramo de comércio de grãos usavam contadores e “laranjas” nas cidades de Goiânia, Rio Verde, Itumbiara e Uberlândia para efetivar a fraude.

Investigadores da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária (DOT), em ação conjunta com a Secretaria da Economia, prenderam quatro empresários e cumpriram mandados de busca e apreensão contra outros 12, nessa quarta-feira (30), acusados de montar um esquema criminoso para fraudar o recolhimento de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).
A quadrilha pode ter causado prejuízo de quase R$ 200 milhões aos cofres do Estado.
Dois acusados foram presos em Itumbiara (208 km de Goiânia) e dois em Rio Verde (a 215 km da Capital).
De acordo com a Polícia Civil, a investigação faz parte da Operação Falsa Medideira, que teve como alvo associação criminosa composta por empresários do ramo de comércio de grãos, contadores e “laranjas” estabelecidos em Goiânia, Rio Verde, Itumbiara e Uberlândia.
Ao cumprir as ordens de busca e apreensão, os investigadores apreenderam celulares, computadores e documentos que comprovam as práticas delituosas.
Participaram da operação 12 auditores fiscais e 40 policiais civis.
Os auditores que acompanharam as diligências realizaram completa auditoria na sede das empresas a fim de apurar o montante total de tributos sonegados.
Segundo o delegado Marcelo Aires, titular da DOT, as investigações tiveram início após levantamento realizado pela Secretaria da Economia, que identificou uma fraude de sonegação de ICMS no ramo do agronegócio.
A operação teve como objetivo robustecer e definir de forma pormenorizada a conduta de um grupo que está atuando de maneira estruturada com o objetivo de não recolherem o ICMS incidente sobre a cadeia produtiva do agronegócio, através da interposição de pessoas físicas e jurídicas.

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