Bandidos que mataram casal em frente de presídio viram réus
Policial penal e esposa foram assassinados a tiros em fevereiro deste ano; motivação foi o corte de privilégios no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia

Denúncia oferecida pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) contra cinco acusados de participação no assassinato do policial penal Elias de Sousa Silva e sua mulher, Ana Paula Silva Dutra, em Aparecida de Goiânia, foi recebida pelo Poder Judiciário.
A denúncia foi oferecida pelo promotor de Justiça Milton Marcolino dos Santos Júnior contra o integrante de organização criminosa Bruno da Conceição Pinheiro e seus comparsas Paulo Henrique da Silva Vieira, Ronan Lima Martins, Walison Ferreira Berto e Alex de Souza Rodrigues.
Ao receber a denúncia, o juiz Leonardo Fleury Curado Dias, da 4ª Vara Criminal de Aparecida de Goiânia, também acolhendo manifestação do MP, decretou a prisão preventiva dos cinco acusados. O magistrado determinou ainda a citação dos cinco para responderem à acusação por escrito.
Os réus foram denunciados pelo homicídio triplamente qualificado (com circunstâncias que agravam o crime) do casal, ocorrido em fevereiro deste ano, e também por integrarem organização criminosa, com pena agravada em razão do uso de arma de fogo.
Crime foi ordenado de dentro da cadeia
Na denúncia, o promotor de Justiça Milton Marcolino relata que Bruno ordenou, de dentro do presídio, aos seus quatro comparsas que matassem o primeiro policial penal que saísse do complexo prisional em uma determinada data, como forma de retaliação pela perda de privilégios.
Bruno, então, entregou certa quantia em dinheiro para Paulo Henrique para que ele comprasse um carro para ser usado na data do crime.
Na manhã de 18 de fevereiro deste ano, o policial penal Elias de Sousa saiu do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia e encontrou a mulher, que foi buscá-lo na saída do serviço.
Na sequência, enquanto as vítimas trafegavam pelas ruas, Walison, Alex, Paulo Henrique e Ronan emparelharam o seu carro com o veículo do casal, quando estava na Rua 3 do Setor Chácaras São Pedro, e atiraram várias vezes, acertando as vítimas e fugindo em seguida. Os dois não resistiram e acabaram morrendo, em razão dos ferimentos.
Depois dos homicídios, Alex e Paulo Henrique colocaram fogo no carro usado para os crimes.

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