Áudios chocantes revelam possível tortura contra crianças em CMEI de Senador Canedo
Mães denunciam professoras do CMEI Dom Fernando após gravações esconderem flagrantes de violência

ma denúncia de extrema gravidade mobiliza a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) e apavora pais de alunos do CMEI Dom Fernando Gomes, em Senador Canedo. Gravações feitas de forma oculta revelaram um cenário de horrores dentro da unidade escolar, com relatos de crianças sendo arremessadas contra cadeiras, pressionadas com os pés de professoras e sofrendo humilhações constantes.
Nos áudios que circulam entre os grupos de pais e que já estão em posse da polícia, é possível ouvir o choro desesperado das crianças. Em um dos trechos mais fortes, uma profissional afirma que não tiraria a perna de cima de um aluno: "Não vou tirar a perna só para você parar de ser afrontosa. Pode chorar". A criança, de apenas 3 anos, geme de dor durante a gravação.
Outros relatos apontam que uma criança teria sido arremessada com força contra uma cadeira, sendo possível ouvir o impacto e o choro imediato. Profissionais chamam os alunos de "abusados" e "irritantes". Há ameaças explícitas de agressão: "Fecha o olho agora, senão vou te sacudir". Em um tom de deboche, as suspeitas teriam rido de uma criança que caiu no banheiro enquanto fazia necessidades fisiológicas.
"Cortar as unhas para não deixar marca"
O que mais assusta os investigadores é um trecho onde uma auxiliar menciona a intenção de cortar as unhas de uma criança para evitar que marcas visíveis de agressão aparecessem, sugerindo uma tentativa de ocultar os maus-tratos. Além disso, há registros de crianças chorando por mais de 40 minutos ininterruptos sem qualquer intervenção ou consolo por parte das educadoras.
Providências
Em resposta aos graves relatos, a Secretaria Municipal de Educação de Senador Canedo informou ao G5 News que já tomou medidas. Em nota oficial, a pasta confirmou o afastamento imediato das profissionais envolvidas e a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar as condutas.
A Secretaria declarou que a situação denunciada vai contra todas as diretrizes da rede municipal de ensino e se solidarizou com os pais e a comunidade escolar. "Reafirmamos nosso compromisso com a formação cidadã, sempre com olhos no futuro", destacou a SEMED em nota.

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