Audiência de Dannilo Proto dura mais de 6 horas; delegado responde por nove crimes
Danilo foi preso em agosto; nesta primeira audiência, 8 testemunhas de acusação foram ouvidas

Começou nesta quinta-feira (11) a audiência de instrução e julgamento do delegado Danilo Proto e de sua esposa, acusados de liderar uma complexa organização criminosa que teria desviado mais de R$ 2 milhões dos cofres públicos. A sessão durou mais de seis horas, durante as quais foram ouvidas oito testemunhas de acusação. A expectativa é que a audiência se estenda por dois dias, sendo o delegado ouvido nesta sexta-feira (12).
Danilo Proto e a esposa são acusados de comandar um esquema que fraudava contratos para reformas de escolas estaduais e impressões de material didático entre 2019 e 2024. Segundo as investigações, a organização se beneficiava do cargo de confiança da esposa, que no período das fraudes atuava como coordenadora regional da Secretaria Estadual de Educação.
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Método: O grupo controlava empresas que manipulavam as licitações e superfaturavam os valores sem que as escolas tivessem conhecimento.
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Lavagem de Dinheiro: Segundo o Ministério Público (MPGO), após a contratação, o dinheiro era dividido entre os integrantes do esquema. Os acusados faziam uma série de transferências repetidas e usavam saques fracionados e cheques para ocultar a origem ilícita dos recursos.
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Crimes: O delegado responde a nove crimes, incluindo organização criminosa, ameaça e lavagem de dinheiro.
Andamento da Audiência
Danilo Proto foi preso em 21 de agosto durante uma operação do Grupo de Combate ao Crime Organizado do MPGO e permanece detido no Complexo de Delegacias em Goiânia.
Nesta quinta-feira, foram ouvidas as testemunhas de acusação. Nesta sexta, será a vez das testemunhas de defesa e do próprio delegado. No total, o casal e outros nove denunciados participam desta audiência, que visa analisar provas e colher depoimentos antes de uma possível sentença.
Posição da Defesa
O advogado de defesa do delegado, Gillis Gomes, afirmou que as testemunhas de acusação teriam confirmado a regularidade dos contratos firmados em Rio Verde.
"Aquilo que foi afirmado no início, a suposta ameaça por parte do delegado, não se confirmou na audiência e esse é um elemento novo no processo que vai indicar, recomendar a imediata revogação da prisão do delegado Danilo Proto", disse o advogado.

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