Após vítima perder R$ 115 mil, polícia deflagra operação e prende 23 estelionatários
A partir das 4h, policiais se concentraram na sede da DEIC, em Goiânia, de onde partiram para cumprir mandados em 13 cidades espalhadas por Goiás, DF, Maranhão, Santa Catarina, MT, Pará e Tocantins

Polícia Civil de Goiás deflagrou, na manhã desta quinta-feira (14), operação de grande envergadura em várias partes do Brasil, tendo como principal foco o combate a uma sofisticada rede de estelionatários. A partir das 4h da madrugada, equipes policiais se concentraram na sede da Divisão Especializada de Investigação Criminal (DEIC) em Goiânia, de onde partiram para cumprir mandados em 13 cidades espalhadas por Goiás, Distrito Federal, Maranhão, Santa Catarina, Mato Grosso, Pará e Tocantins.
Ao todo, a ação envolve a execução de 47 medidas cautelares, que incluem 23 mandados de busca e apreensão, 23 mandados de prisão temporária e o bloqueio de R$ 120 mil. O esquema criminoso, conforme detalhado pela Polícia Civil, consistia na prática de estelionato digital, com os criminosos se passando por familiares das vítimas através de aplicativos de mensagens, principalmente o WhatsApp, solicitando transferências de dinheiro de forma fraudulenta.
As acusações incluem associação criminosa, estelionato eletrônico e lavagem de dinheiro.
O delegado responsável pela operação informou que os mandados estão sendo cumpridos em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo, Bonfinópolis, Silvânia, Caldas Novas, Rondonópolis (MT), Buriti do Tocantins (TO), Palmas (TO), Eldorado dos Carajás (PA), Timon, Ceilândia (DF), Perdão (DF) e São José (SC).
A investigação, que começou em 2021, teve início após uma vítima em Goiânia perder mais de R$ 115 mil em um golpe. Na ocasião, um dos criminosos, se passando por seu filho, usou um número de telefone supostamente novo para pedir ajuda financeira, alegando que o montante seria para aquisição de um apartamento. A vítima, induzida pela aparência familiar da foto no WhatsApp, foi enganada pela narrativa persuasiva do golpista.
Policiais seguem detendo suspeitos e os conduzindo à sede da Polícia Civil em Goiânia. A operação revelou que as cidades onde as prisões estão ocorrendo serviam como base para esconder as atividades ilícitas da quadrilha, aumentando a complexidade dos rastros digitais nos golpes.
O modus operandi dos criminosos evidencia a frieza com que conduziam as conversas, utilizando desculpas cotidianas como "o carro quebrou" ou "preciso de dinheiro urgente para resolver algo", visando confundir as vítimas e facilitar o embuste.
A Polícia Civil reitera que a cooperação entre estados e a tecnologia de rastreamento foram cruciais para desmantelar o esquema e proteger futuras vítimas dessas fraudes que assombram o cotidiano dos brasileiros. A operação é uma esperança de justiça para aqueles que tiveram suas economias devastadas pela ação destes grupos.

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