Apontado como "armeiro" do Comando Vermelho é morto durante operação policial em Goiânia
Wellington era apontado como integrante do Comando Vermelho (CV) e seria o responsável por guardar armamentos utilizados pela organização criminosa.

De acordo com a corporação, ao entrarem no imóvel, os policiais foram recebidos a tiros pelo suspeito.
PMGO
O homem de 36 anos identificado como Wellington de Jesus Silva morreu na manhã desta terça-feira (28) durante um confronto com equipes da Polícia Militar no Jardim Curitiba, na região noroeste de Goiânia. A ocorrência mobilizou policiais do Grupo de Radiopatrulha Aérea (Graer), do Batalhão de Choque (BPMChoque) e das Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam), após informações do serviço de inteligência apontarem que o imóvel era utilizado como um "paiol" para armazenamento de armas de fogo de uma facção criminosa.
Segundo a Polícia Militar, Wellington era apontado como integrante do Comando Vermelho (CV) e seria o responsável por guardar armamentos utilizados pela organização criminosa. Com base nas informações levantadas pelo setor de inteligência, as equipes se deslocaram até a residência localizada na Rua JC-15 para realizar a abordagem.
De acordo com a corporação, ao entrarem no imóvel, os policiais foram recebidos a tiros pelo suspeito. Diante da agressão, houve revide, e Wellington foi baleado. Ele chegou a ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
Confusão entre familiares após o confronto
Após a troca de tiros, familiares do suspeito protagonizaram uma intensa discussão em frente ao imóvel. A mãe, a irmã e a ex-companheira de Wellington trocaram acusações, sendo necessária a intervenção de pessoas que estavam no local para conter os ânimos.
Conforme apurado pela reportagem, a mãe e a irmã do homem possuíam medidas protetivas contra ele. Há cerca de um mês, Wellington teria agredido as duas dentro da residência após chegar em casa sob efeito de álcool e drogas.
Segundo relatos obtidos pela reportagem, a irmã tentou defender a mãe durante a agressão e também foi espancada. A Polícia Militar chegou a ser acionada na ocasião, mas a mãe teria impedido que o filho fosse levado pelos policiais, alegando que se tratava de um problema familiar.
Antecedentes criminais
Ainda conforme a Polícia Militar, Wellington possuía uma extensa ficha criminal, com passagens por:
injúria;
ameaça;
dois registros por roubo;
duas ocorrências por receptação;
tentativa de homicídio;
lesão corporal;
posse de drogas para consumo pessoal.
A ocorrência foi registrada pelo Batalhão de Choque e segue sob investigação para esclarecer todos os detalhes da ação policial. A Polícia Civil deverá instaurar inquérito para apurar as circunstâncias do confronto, conforme determina o procedimento padrão em casos de intervenção policial com resultado morte.
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