Vetos de China e Rússia barram resolução da ONU sobre o Estreito de Ormuz
A RUS e a CHN impediram, na ONU, a votação de uma resolução que visava desbloquear o Estreito de Ormuz, crucial para o transporte de petróleo.

A Rússia e a China utilizaram seu direito de veto no Conselho de Segurança da ONU para bloquear uma resolução que solicitava o desbloqueio do Estreito de Ormuz. A votação ocorreu no dia 7 de abril de 2026 e foi marcada por tensões internacionais. O projeto, elaborado pelo Bahrein, contava com o apoio dos países do Golfo e dos Estados Unidos.
O texto da resolução obteve 11 votos a favor, dois contra e duas abstenções. O veto russo e chinês foi um golpe significativo para os aliados que buscavam garantir a liberdade de navegação na região. O Estreito de Ormuz é uma passagem estratégica, vital para o abastecimento mundial de petróleo.
O Bahrein havia apresentado a proposta há duas semanas, buscando um mandato da ONU que permitisse o uso da força para liberar a via marítima. A situação se tornou mais crítica quando o presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou ação militar contra o Irã caso o país não reabrisse o estreito.
A votação foi adiada diversas vezes, primeiro prevista para a sexta-feira anterior. As objeções dos membros permanentes da ONU, especialmente da Rússia e da China, levaram a mudanças no texto original. O objetivo era evitar um veto, mas as tentativas falharam.
A resolução pretendia promover a escolta de navios na região, uma medida considerada necessária devido ao aumento das ameaças às embarcações que transitam pelo estreito. As tensões persistem, refletindo a complexa dinâmica geopolítica no Oriente Médio.
Com o veto, a comunidade internacional se vê em uma posição delicada. A implementação de medidas para garantir a segurança no Estreito de Ormuz continua sem consenso. O futuro da navegação e do comércio de petróleo na região permanece incerto.












