Pastor é suspeito de abusar de crianças e usar cargo para conquistar confiança das famílias
Segundo a Polícia Civil, os crimes vieram à tona depois que as vítimas decidiram relatar os abusos aos familiares.

Um homem de 53 anos foi preso na quarta-feira (29), suspeito de cometer crimes de estupro de vulnerável contra crianças em Anápolis, a cerca de 55 quilômetros de Goiânia. De acordo com a Polícia Civil, o investigado atuava como pastor evangélico e se aproveitava da posição de liderança religiosa para se aproximar das vítimas e conquistar a confiança de seus familiares.
As investigações apontam que as vítimas têm entre 8 e 12 anos. Conforme a delegada Aline Lopes, responsável pelo caso, os abusos teriam ocorrido em diferentes ocasiões, como durante cultos religiosos, visitas às casas das famílias, comemorações e até mesmo em velórios de parentes das crianças.
Segundo a Polícia Civil, os crimes vieram à tona depois que as vítimas decidiram relatar os abusos aos familiares. A partir dos depoimentos, os parentes confrontaram o pastor, que, conforme a investigação, encerrou as atividades da igreja fundada por ele, deixou Anápolis e passou a se esconder na região do Entorno do Distrito Federal.
"Diante do risco desse homem fundar uma nova igreja e fazer até outras vítimas, a Polícia Civil pediu a prisão dele ao Poder Judiciário", afirmou a delegada Aline Lopes.
Investigação
As investigações indicam que, após tomar conhecimento do avanço do inquérito, o suspeito buscou refúgio em Mutunópolis, no norte de Goiás. A prisão foi realizada após um trabalho conjunto entre a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Anápolis e o Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc) de Porangatu, que localizaram o investigado.
O suspeito foi encaminhado ao presídio de Porangatu e deverá ser transferido para Anápolis, onde responderá às acusações. Ele é investigado por três crimes de estupro de vulnerável, cujas penas podem variar de 10 a 18 anos de prisão para cada delito.
A Polícia Civil divulgou a imagem do investigado com o objetivo de identificar outras possíveis vítimas e incentivar pessoas que possam ter sofrido abusos a procurar as autoridades. Até a última atualização do caso, a defesa do suspeito não havia sido localizada para se manifestar.












