Andarilho "mais perigoso que Lázaro" matou 10 em Goiás e "sente prazer"
Antônio Luís Amorim Barbosa, de 35 anos, também conhecido como "Maranhão", foi preso no último sábado (26), no Jardim Ingá, em Luziânia

Antônio Luís Amorim Barbosa, de 35 anos, também conhecido como "Maranhão", preso no último sábado (26), no Jardim Ingá, em Luziânia, durante uma operação conjunta da Polícia Militar, dado como "mais perigoso que o Lázaro" e ganha fama por sua trajetória violenta, é acusado de ter matato pelo menos 10 vítimas em várias cidades de Goiás ao longo dos anos. Descrito pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) como alguém que "sente prazer em matar", ele agora enfrenta uma série de acusações que detalham sua brutalidade.
Histórico de Violência
Antônio, um andarilho com histórico de crimes violentos, é suspeito de seis homicídios, dois latrocínios e outros delitos como ameaça e lesão corporal. A denúncia mais antiga remonta a abril de 2015, quando, após um desentendimento durante o carnaval em Luziânia, ele atacou um homem com uma pedra, levando-o à morte por múltiplas fraturas e traumatismo craniano.
Em junho do mesmo ano, em Anápolis, Antônio foi novamente acusado de homicídio, desta vez envolvendo um desentendimento com um colega de rua. A vítima foi brutalmente assassinada com um bloco de concreto e facadas, enquanto Antônio dormiu no local do crime, indiferente à cena.
Modus Operandi e Confissões
O MPGO destaca que, em julho de 2015, Antônio confessou em Pirenópolis ter cometido um latrocínio, além de outros assassinatos em Anápolis e cidades vizinhas. Em suas declarações, ele reiterou sua disposição para matar, afirmando que "tem prazer em matar pessoas". Essa confissão levou os promotores a pedirem sua prisão preventiva, temendo novos crimes.
Triplo Homicídio Recente
O crime mais recente atribuído a Antônio ocorreu em Senador Canedo, em julho de 2024. Ele teria assassinado três homens com uma faca, após ganhar a confiança deles em uma casa que funcionava como abrigo. Uma das vítimas chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.
Prisão e Processo
A prisão de Antônio só foi possível devido a um mandado em aberto por um crime cometido em 2015. Recentemente condenado a 18 anos e oito meses de prisão por um júri popular, ele foi descrito como alguém "com baixo senso de justiça" e "indiferente à dor do próximo", características que beiram a sociopatia.
Defesa e Identidade Falsa
A Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE-GO) está representando Antônio, cumprindo seu dever legal de defesa. Entretanto, a DPE-GO declarou que se manifestará apenas nos autos do processo. Antônio, que usava o nome falso de Marcos, conseguia trabalhos temporários como pedreiro e vigia de carros.
Investigação em Curso
O caso de Antônio Luís Amorim Barbosa continua a ser investigado pela Polícia Civil, que busca esclarecer os detalhes dos crimes e confirmar sua responsabilidade nos homicídios. As autoridades destacam a importância de manter Antônio preso, dado seu histórico violento e a ameaça que representa à sociedade.
A prisão de Antônio representa um passo significativo na busca por justiça para as vítimas e suas famílias, enquanto as autoridades trabalham para desvendar a extensão completa de seus crimes.
Lista de crimes em investigação
- Homicídio em abril de 2015, em Luziânia
- Homicídio em junho de 2015, em Anápolis
- Latrocínio em julho de 2015, Pirenópolis
- Latrocínio, citado pela PM, mas sem detalhes.
- Outros dois homicídios entre 2016 e 2024, citado pela PM, mas sem detalhes.
- Triplo homicídio em Senador Canedo, em julho de 2024
- Homicídio em Anápolis

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