Além da influenciadora e do marido, outras sete pessoas envolvidas com a clínica de estética são presas
A Polícia Civil de Goiás deu início à segunda fase da Operação Face Oculta, que investiga crimes cometidos na clínica estética de Karine Gouveia, já que um distribuidor de remédios continuou comercializando medicamentos com receitas falsas

A Polícia Civil de Goiás deu início à segunda fase da Operação Face Oculta, que investiga crimes cometidos na clínica estética da influenciadora Karine Gouveia, famosa em Goiânia. A operação apura lesões graves causadas em pacientes durante tratamentos, além de outros crimes como falsificação de receitas e venda clandestina de medicamentos. Além da proprietária e do marido, outras sete pessoas ligadas ao casal também foram presas.
No dia 16 de janeiro, foram cumpridos 9 mandados de prisão temporária e 10 mandados de busca e apreensão. Entre os principais investigados estão a dona da clínica, Karine Giselle Gouveia Silva, e seu marido, Paulo Cesar Dias Gonçalves, cujas prisões foram prorrogadas por mais 30 dias.
Além deles, sete colaboradores do grupo criminoso também foram detidos. Entre os presos, um odontólogo foi apontado como responsável pelo uso não autorizado de PMMA em diversas vítimas, o que causou graves lesões. Outras seis pessoas envolvidas na distribuição clandestina de medicamentos também foram presas.
A operação foi deflagrada após a Polícia Civil descobrir que um distribuidor de remédios vinculado à clínica desobedeceu à ordem judicial que suspendeu suas atividades desde a primeira fase da operação, em dezembro de 2024, e continuou comercializando produtos manipulados com receitas falsas, por meio de anúncios em redes sociais.
Devido ao aumento no número de vítimas, o Poder Judiciário determinou o sequestro de até R$ 6.100.000,00 (seis milhões e cem mil reais) das contas de casais e suas empresas.
A divulgação dos nomes dos presos e da empresa foi realizada em conformidade com a Lei 13.869/2019, com o objetivo de identificar possíveis novas vítimas.

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