Adolescente que teve corpo queimado continua internada; polícia indicia acusada
Além de queimar, a Polícia descobriu que a mulher também tinha intenção de esfaquear a vítima.

A adolescente de 17 anos, que teve 50% do corpo queimado por uma mulher de 31 anos, continua internada no Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia. Não há detalhes sobre o estado de saúde da vítima.
As informações são da Polícia Civil, que também indiciou a acusada por tentativa de homicídio triplamente qualificado por motivo fútil, uso de fogo e por impossibilitar a defesa da vítima.
De acordo com a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Goiânia, a estudante teria jogado álcool e ateado fogo na adolescente quando esta estava na fila da merenda dentro de uma escola estadual da Capital.
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A mulher também estava armada, levando a polícia a crer que também usaria facas para atacar a vítima.
A acusada foi presa em flagrante pela Polícia Militar. Ela alegou que jogou fogo na vítima porque estaria sofrendo bullying, porém, esta versão não se sustentou na apuração inquisitorial.
A DPCA ouviu várias testemunhas, entre as que presenciaram o fato na escola e pessoas do ciclo de amizade das envolvidas. Contudo, nenhuma das testemunhas informaram sobre o suposto bullying. Além disso, autora e vítima não se conheciam.
Segundo a delegada Marcella Orçai, titular da DPCA Goiânia, a autora premeditou o crime. “Ela levou álcool, isqueiro e duas facas para escola.
As facas foram apreendidas em sua cintura após os fatos. A jovem ateou fogo na vítima, saiu andando tranquilamente e aguardou em uma sala de aula, onde foi abordada por um funcionário da escola que a levou até a direção”, narra a delegada.

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