União Europeia se opõe a cobrança no Estreito de Ormuz
Irã planeja cobrar pedágio por passagem; UE defende liberdade de navegação.
A União Europeia se manifestou contra a proposta do Irã de implementar um pedágio para a navegação no Estreito de Ormuz. O porta-voz da Comissão Europeia, Anouar El Anouni, afirmou que a liberdade de navegação deve ser garantida sem quaisquer taxas.
O Irã justificou sua intenção de cobrar pelos atravessamentos alegando necessidade de monitoramento e reconstrução da região. Essa decisão ocorre em um contexto de instabilidade que elevou os preços do petróleo globalmente.
O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, também criticou a proposta, considerando-a “inaceitável”. Ele enfatizou que o direito internacional protege a navegação livre em águas internacionais.
Na quarta-feira, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, sugeriu a criação de uma empresa conjunta para gerenciar a navegação no estreito como uma alternativa à cobrança de pedágio. Essa proposta foi feita após um cessar-fogo de duas semanas com o Irã.
A disputa sobre a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz é crítica, considerando que cerca de 20% do petróleo mundial passa por essa rota estratégica. Qualquer alteração nas regras de navegação poderia impactar drasticamente os mercados globais.
As declarações da União Europeia e da França deixam claro que haverá resistência a qualquer tentativa de imposição de taxas que comprometam a liberdade de navegação. A situação no estreito continua tensa e é monitorada de perto por potências ocidentais.













