Trânsito intenso de navios-tanque marca rota arriscada no estreito de Hormuz
Navios comerciais, em sua maioria petroleiros, estão transitando pelo estreito de Hormuz com apoio dos EUA, mas os riscos são altos.
Cerca de 15 navios-tanque de petróleo cruzam diariamente o estreito de Hormuz, utilizando uma rota arriscada próxima à costa de Omã. Embora essa prática tenha aumentado, executivos do setor marítimo alertam sobre os riscos de colisões.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma missão secreta para apoiar esses navios, afirmando que, graças a essa operação, aproximadamente 200 embarcações comerciais conseguiram atravessar o estreito. Ele também destacou que essa ação facilitou a entrega de 100 milhões de barris de petróleo aos mercados globais.
O diretor-executivo da Vantor, Dan Smoot, mencionou que a atividade de navegação pelo estreito está intensa e não ganha destaque na mídia. Apesar do suporte aéreo americano, as empresas de transporte permanecem cautelosas em relação aos riscos.
John Stawpert, diretor marítimo da Câmara Internacional de Navegação, apontou que a via é estreita e não oferece muito espaço para manobra. Essa condição aumenta a preocupação com as implicações de segurança para os navios que a utilizam.
Analistas indicam que muitos navios que cruzam o estreito estão saindo dele, enquanto outros preferem entrar para comercializar petróleo não iraniano. Além disso, há um aumento nos trânsitos realizados sem o sinal de GPS, uma estratégia para evitar detecções por forças iranianas.
Esse aumento na navegação clandestina pode estar contribuindo para a estabilização dos preços do petróleo no mercado. O cenário atual revela uma estratégia arriscada, mas necessária, para garantir o fluxo de petróleo em uma das rotas mais vitais do mundo.













