Tarcísio defende reforma e acaba hostilizado em reunião com Bolsonaro
Ele se reuniu com Bolsonaro e aliados para expor sua posição. Toda a bancada do partido da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) compareceu à reunião, após convocação do partido

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi hostilizado em reunião com integrantes do Partido Liberal (PL), na presença do ex-presidente Jair Bolsonaro, na manhã desta quinta-feira (6) em Brasília para tratar da reforma tributária. Tarcísio chegou a ser vaiado por aliados.
“Eu acho arriscado para a direita abrir mão da reforma tributária”, tentou dizer Tarcísio, após falar que havia ido ao encontro “na maior humildade”. Ao ouvir vaias, porém, reclamou. “Tudo bem, gente. Se vocês acham que a reforma tributária não é importante, não vota, pô.”
Tarcísio, que havia declarado apoio à reforma nesta quarta (5), já vinha sendo alvo de críticas de bolsonaristas nas redes sociais. Ele se reuniu com Bolsonaro e aliados para expor sua posição. Toda a bancada do partido da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) compareceu à reunião, após convocação do partido.
Ao começar a falar, no entanto, o governador foi interrompido pelos deputados Luiz Philippe de Orleans e Bragança e Mario Frias, ambos eleitos por São Paulo.
O presidente da sigla, Valdemar da Costa Neto, usou o microfone para garantir que Tarcísio concluísse sua fala e puxou uma salva de palmas ao governador no fim do discurso.
Nas redes sociais, Costa Neto publicou fotos com legenda dizendo que o partido “segue unido pela democracia e por um projeto de Brasil mais justo”.
Deputados que estiveram no jantar que Tarcísio ofereceu no domingo (2) à bancada paulista na Câmara dos Deputados disseram que, na ocasião, tiveram a impressão de que Tarcísio tinha mais pontos de discordância do que de concordância com o projeto em discussão na Câmara.













