Papa defende dever moral contra guerra em meio a críticas de Trump
Em visita à Argélia, o Papa Leão XIV reafirma seu compromisso pela paz e responde a ataques de Donald Trump.
O Papa Leão XIV não se intimida com as críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em sua visita à Argélia, o pontífice reafirmou seu compromisso com a paz e a condenação da guerra no Oriente Médio. O evento ocorreu no dia 13 de abril de 2026.
Antes de sua partida de Roma, Trump atacou o papa, acusando-o de “brincar” com o Irã, um país em busca de armas nucleares. O presidente norte-americano declarou não ser um “grande fã” do pontífice, expressando descontentamento com sua posição pacifista.
Durante a viagem, Leão XIV afirmou: “Não tenho medo, nem do governo Trump nem de proclamar em voz alta a mensagem do Evangelho”. Ele reforçou que a Igreja tem um “dever moral” de se manifestar claramente contra a guerra e em favor da paz.
Apesar das críticas, o papa alegou não se considerar um “político” e que não pretende entrar em um debate direto com Trump. A postura do pontífice contrasta com as declarações do presidente que, em sua plataforma Truth Social, chamou Leão XIV de “fraco” na política externa.
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, defendeu o papa, considerando as palavras de Trump “inaceitáveis”. Ela afirmou que é normal que o líder da Igreja Católica peça paz e condene todas as guerras.
Na Argélia, o papa foi recebido com honras e prestou homenagem às vítimas da guerra de independência do país. Com uma coroa de rosas brancas, ele recordou os mártires que lutaram entre 1954 e 1962, demonstrando assim seu compromisso com a paz em uma região marcada por conflitos.












