Navio chinês retorna após bloqueio no Estreito de Hormuz
O navio chinês Rich Starry retornou ao Irã após transitar pelo bloqueio naval dos EUA.
O bloqueio naval dos Estados Unidos aos portos do Irã segue em vigor, completando três dias nesta quarta-feira (15). A medida foi imposta por Donald Trump para pressionar Teerã durante negociações de paz entre os países. Relatos sobre a efetividade do bloqueio são conflitantes.
Um dos casos mais notáveis é o do navio chinês Rich Starry, que já enfrenta sanções americanas por ter transportado petróleo iraniano anteriormente. O navio deixou o Golfo Pérsico e transitou pelo Estreito de Hormuz entre os dias 13 e 14 de abril, quando o bloqueio foi oficialmente implementado.
A embarcação retornou ao Estreito de Hormuz e agora está ancorada nas proximidades do Irã. O Rich Starry está transportando 250 mil barris de metanol, carregados nos Emirados Árabes Unidos, o que teoricamente o exclui do escopo do bloqueio. A situação sobre o pagamento do pedágio imposto por Teerã permanece incerta.
O líder chinês Xi Jinping criticou o conflito, e sua chancelaria descreveu as sanções como irresponsáveis e perigosas. Em 2025, o Irã foi o terceiro maior fornecedor de petróleo para a China, o que torna a situação ainda mais delicada.
Por outro lado, a agência de notícias iraniana Fars reportou que um superpetroleiro conseguiu furar o bloqueio americano e chegou a um porto iraniano para carregamento. Essa informação ainda carece de confirmação por monitores de tráfego marítimo.
Consultorias como Kpler e LSEG indicam que não há registro de petroleiros iranianos saindo de Hormuz desde o início do bloqueio. Apesar disso, o Irã afirma que não enfrenta prejuízos, uma vez que os EUA permitem a comercialização de seu petróleo embarcado fora da região, aliviando a pressão sobre os preços.











