Namorada faz brigadeiro envenenado e mata empresário
Júlia Andrade Cathermol Pimenta ainda teria permanecido com o corpo por três dias antes de desaparecer.

O empresário Luiz Marcelo Antônio Ormond foi encontrado morto em seu apartamento, em um cenário que mais parece um roteiro de filme noir, no bairro Engenho Novo, na Zona Norte do Rio Janeiro.
O corpo de Ormond, já em avançado estado de decomposição, foi descoberto no dia 20 de maio, após vizinhos sentirem sua falta. Uma lesão na cabeça e o estado do cadáver levantaram suspeitas imediatas sobre a natureza de sua morte.
A reviravolta veio com o depoimento de Suyany Breschak, atualmente sob custódia policial.
Breschak, apontada como cúmplice da namorada do empresário, revelou um detalhe macabro: a preparação de um brigadeirão contendo 50 comprimidos moídos de Dimorf, um potente analgésico à base de morfina. Segundo ela, Ormond teria consumido o doce fatal.
A principal suspeita é Júlia Andrade Cathermol Pimenta, namorada do empresário, que teria permanecido com o corpo por três dias antes de desaparecer. As acusações contra Suyany incluem participação no homicídio e auxílio na disposição dos pertences da vítima. Mensagens de texto encontradas no celular de Ormond indicam que ele sofreu sintomas graves após comer o brigadeirão, culminando em dificuldades respiratórias e um silêncio súbito.
As investigações apontam que Júlia, que está foragida com um mandado de prisão em aberto por homicídio qualificado, contou com a ajuda de Breschak, que possui ligações com a comunidade cigana e confessou ter ajudado a se desfazer dos bens de Ormond.
A 25ª Delegacia de Polícia (Engenho Novo) continua a investigar o caso, enquanto a busca por Júlia segue intensa. O mistério do brigadeirão envenenado permanece, deixando a pergunta: até onde vai a maldade humana?











