EUA propõem novos impostos sobre produtos brasileiros
Investigação sobre políticas brasileiras inclui críticas ao Pix e ao combate à pirataria.
O USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos) recomendou a imposição de uma taxa de 25% sobre mercadorias brasileiras. A proposta inclui algumas exceções estratégicas para os Estados Unidos. Essa decisão foi baseada em uma investigação realizada sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
A ordem para a apuração partiu de Donald Trump em julho de 2025. O USTR alega que o Brasil tem adotado práticas comerciais 'irrazoáveis', especialmente em comércio digital e serviços de pagamento eletrônico. O modelo de pagamento instantâneo, Pix, foi especificamente criticado por favorecer o mercado interno, prejudicando empresas americanas.
O escritório argumenta que a posição do Banco Central do Brasil como regulador e operador do Pix gera um conflito de interesses. A falta de salvaguardas processuais adequadas para o funcionamento do Pix é levantada como uma questão central. Além disso, o USTR faz menções a tarifas preferenciais desleais e ao combate insuficiente à corrupção empresarial.
As críticas também se estendem ao setor de etanol. Desde 2017, o Brasil impõe condições que desvantajam o comércio bilateral, resultantes da suspensão de um “tratamento tarifário equilibrado”. Essa mudança teria ocorrido após uma bem-sucedida campanha de lobby das indústrias brasileiras de etanol.
Outro ponto relevante na investigação refere-se à Lava Jato. O USTR mencionou a operação como parte das contestações levantadas contra o Brasil, corroborando a percepção de que problemas sistêmicos afetam a confiança no comércio.
As alegações do USTR também incluem críticas a decisões judiciais brasileiras sobre a remoção de conteúdo nas redes sociais. Embora não mencione diretamente Alexandre de Moraes, o documento se refere a ordens secretas que podem ter gerado consequências financeiras negativas para empresas e cidadãos dos Estados Unidos.













