EUA não assumem cargo na ONU devido a dívidas acumuladas
A Organização Internacional do Trabalho suspendeu a nomeação de funcionária dos EUA após atrasos nos pagamentos das contribuições.
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) anunciou a suspensão da nomeação de uma funcionária dos Estados Unidos, Sheng Li, para o cargo de vice-diretora devido a dívidas pendentes. A decisão foi comunicada na segunda-feira, 1º de junho, e frustra a expectativa de que Li assumisse o cargo em julho.
A OIT destacou que a nomeação só será efetivada após a regularização dos pagamentos que os EUA devem à agência. Desde a administração de Donald Trump, as contribuições foram suspensas, o que gerou um acúmulo de débitos.
Até o momento, os Estados Unidos devem cerca de 257 milhões de francos suíços, o que corresponde a aproximadamente US$ 328 milhões em dívidas totais. Este valor inclui contribuições de 2024 e 2025, enquanto os pagamentos para 2026 permanecem em aberto.
Normalmente, os EUA ocupam o cargo de vice-diretor da OIT, contribuindo com 22% do orçamento da organização. No entanto, a situação financeira da OIT é crítica, levando a cortes e congelamentos em contratações e viagens não essenciais.
Fontes diplomáticas informaram que Washington foi solicitado a pagar pelo menos US$ 50 milhões para regularizar sua situação. A falta de pagamentos tem gerado incertezas sobre o futuro financeiro da OIT e possíveis cortes de empregos.
A OIT enfrenta dificuldades em manter suas operações e está considerando reformas que podem redistribuir parte do pessoal para países com custos mais baixos. O desfecho desse impasse financeiro ainda é incerto.













