Copa do Mundo feminina de 2027 no Brasil trará forte impacto econômico
Evento deve gerar 73,7 mil empregos e movimentar bilhões na economia
A Copa do Mundo Feminina de 2027 deve ser um marco para o Brasil. O torneio, que ocorrerá entre 24 de junho e 25 de julho, reunirá seleções de diversos países, simbolizando a primeira vez que um país sul-americano sedia a competição.
Segundo um estudo da Fundação Getulio Vargas, o evento pode movimentar até R$ 8,8 bilhões na economia brasileira. Destes, R$ 4,7 bilhões virão do fluxo de turistas, tanto nacionais quanto internacionais. Outros R$ 4,1 bilhões são esperados dos desembolsos da FIFA e das operações relacionadas ao evento.
A expectativa é que a competição crie cerca de 73,7 mil empregos diretos e indiretos, além de gerar uma renda de R$ 4,5 bilhões para o país. Também está prevista uma arrecadação de R$ 928 milhões em tributos.
Um dos pontos destacados pelo estudo é a participação feminina no turismo. As mulheres representam 48,61% dos turistas internacionais que visitam o Brasil, com gastos médios de aproximadamente US$ 1.317 por viagem. Esse cenário aponta para um público significativo que ainda não foi totalmente engajado no futebol.
A análise indica que 72% das pessoas que nunca foram a um estádio de futebol são mulheres, evidenciando um mercado inexplorado. O interesse pelo futebol feminino se mostra crescente, inclusive superando o observado em outras competições do esporte.
O impacto econômico dessa Copa do Mundo é apenas uma faceta do legado que o evento pode deixar. O fortalecimento da imagem do futebol feminino brasileiro no cenário mundial é uma oportunidade que não pode ser subestimada.










