Apagão atinge Cuba e paralisa sistema elétrico nacional
Após apagão total, Cuba restabelece 30% da energia em Havana
Um desligamento geral do sistema elétrico atingiu toda a ilha de Cuba na segunda-feira, deixando 9,6 milhões de pessoas sem energia. O estado de emergência se agrava devido à falta de combustível e um bloqueio que limita o fornecimento de petróleo.
O diretor do setor de eletricidade do Ministério de Minas e Energia, Lázaro Guerra, admitiu que a escassez de combustível está dificultando o processo de recuperação da energia. Com isso, a ilha enfrenta apagões que podem durar até 30 horas na capital.
Na terça-feira, 7 de julho de 2026, a Empresa Elétrica de Havana informou que conseguiu restabelecer 30,4% do fornecimento de energia. Isso representa a volta da eletricidade para 262 mil clientes, embora o serviço esteja sendo restabelecido de maneira gradual.
O líder cubano, Miguel Díaz-Canel, responsabilizou os Estados Unidos pela crise energética. Ele classificou as sanções americanas como um “bloqueio energético genocida”, acusando o país de tentar provocar uma explosão social na ilha.
Desde o fim de 2024, Cuba já enfrentou oito apagões, sendo este o terceiro em seis meses. As condições elétricas na infraestrutura cubana se deterioraram, e a situação se torna insustentável à medida que os cortes se tornam mais frequentes.
A recuperação da energia em Havana é uma tentativa de minimizar os impactos das longas interrupções. No entanto, a crise permanece crítica, com a população alheia a soluções rápidas para a situação emergencial de energia.












