A relação entre China e Rússia é impulsionada por interesses energéticos
Pequim e Moscou consolidam laços estratégicos devido à dependência energética da China e tensões com os EUA.
A relação entre Pequim e Moscou é marcada pela conveniência, não por afinidades ideológicas. O presidente chinês, Xi Jinping, e o líder russo, Vladimir Putin, têm se aproximado cada vez mais, especialmente em um cenário global de tensão.
De acordo com Bruno Corano, CEO da Corano Capital, essa parceria é impulsionada pela dependência energética da China. Atualmente, a China importa mais de 70% do óleo que consome, e a Rússia se tornou um fornecedor vital para atender a essa demanda.
Corano descreve que a união entre os dois países é necessária, especialmente em tempos de instabilidade geopolítica. Entretanto, ele critica a contradição nas falas dos líderes sobre a geopolítica, já que a Rússia ainda está envolvida na guerra da Ucrânia.
A retórica de Xi Jinping contra a “lei da selva” no cenário mundial é vista como hipocrisia, tendo em vista as ações militares da Rússia. O economista alerta que a narrativa apresentada por ambos pode não refletir a realidade de suas ações.
Apesar das tensões crescentes, Corano acredita que o encontro entre Putin e Xi serve mais como um aviso político para os EUA do que como um indício de conflito militar iminente. Ele observa que, no curto prazo, não se espera um confronto direto entre potências.
A relação China-Rússia deve continuar enquanto houver interesses mútuos. Segundo Corano, os líderes vão manter a aparência de amizade até que as circunstâncias convenientes mudem.











